Governo da Síria suspeita que familiares de Assad podem estar no Brasil
Quatro integrantes da família Assad foram condenados à morte pelo novo governo da Síria nas últimas semanas, incluindo o ex-presidente deposto em 2024 após uma ofensiva liderada pelo Hayat Tahrir al-Sham (HTS) .
Em meio à caçada contra pessoas ligadas à Bashar al-Assad, autoridades de Damasco suspeitam que dois primos do ex-líder sírio estejam no Brasil.
As suspeitas surgiram no último ano, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP30) , realizada em Belém, no Pará.
Caçada contra a família Assad A família Assad controlou a Síria por 54 anos, entre 1970 e 2024.
Bashar al-Assad sucedeu o próprio pai na presidência em 2000, após Hafez al-Assad morrer.
O ex-presidente foi deposto em dezembro de 2024, após uma ofensiva liderada pelo grupo rebelde Hayat Tahrir al-Sham (HTS).
A organização foi fundada pelo atual líder do país, Ahmed al-Sharaa, que manteve ligações com grupos jihadistas antes de adotar a postura de estadista.
Bashar al-Assad é acusado de uma série de crimes de guerra e contra a humanidade, cometidos durante a guerra civil no país.
O conflito explodiu em 2011, com protestos contra seu governo, e durou cerca de 13 anos.
Assad foi condenado à morte em agosto deste ano durante um julgamento à revelia realizado pelo novo governo da Síria.
Além do ex-presidente, outros quatro membros de sua família também receberam sentenças de morte: Maher al-Assad, irmão de Bashar al-Assad; Atef Najib, primo do ex-presidente e ex-chefe de segurança da Síria; e Wassim al-Assad, também primo do ex-mandatário sírio.
Dos quatro, apenas Atef e Wassim foram julgados presencialmente pela nova administração síria.
Bashar al-Assad e Maher al-Assad estão exilados na Rússia.
A aplicação das penas depende, agora, da colaboração de Moscou com Damasco.
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