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Ciência

Temperaturas extremas podem aumentar risco de hospitalização por problema cardíaco

Galileu ·
Temperaturas extremas podem aumentar risco de hospitalização por problema cardíaco

Temperaturas extremas podem representar uma ameaça para pessoas com insuficiência cardíaca.

Um estudo publicado nesta quinta-feira (27) no Journal of the American College of Cardiology (JACC) aponta que a exposição a temperaturas muito baixas ou muito altas está associada a um aumento no risco de hospitalização pela doença.

Os pesquisadores analisaram 482 mil internações por insuficiência cardíaca registradas na Suécia entre 2006 e 2021.

O trabalho será apresentado neste sábado (29) no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC) de 2026.

A equipe avaliou tanto períodos prolongados de temperaturas extremas quanto a exposição a temperaturas consideradas fora da faixa ideal.

As ondas de frio foram definidas como pelo menos dois dias consecutivos com temperaturas diárias iguais ou inferiores ao 5º percentil para cada município, entre outubro e março.

Já as ondas de calor foram caracterizadas por temperaturas iguais ou superiores ao 95º percentil entre abril e setembro.

Os resultados indicaram que ondas de frio estiveram associadas a um risco maior de hospitalização por insuficiência cardíaca entre dois e seis dias após a exposição.

A associação foi significativa principalmente entre o terceiro e o quinto dia.

A exposição a temperaturas ambientes mais baixas também foi relacionada a um aumento do risco de internação, observado entre três e seis dias depois, com maior evidência estatística entre o terceiro e o quinto dia.

No caso das temperaturas mais altas, porém, o efeito apareceu mais rapidamente: o aumento do risco de hospitalização ocorreu entre o mesmo dia da exposição e até três dias depois.

Curiosamente, os pesquisadores não encontraram uma associação estatisticamente significativa entre ondas de calor e hospitalizações por insuficiência cardíaca quando analisaram especificamente períodos classificados como ondas de calor.

Por que o tempo de exposição importa? Segundo Wenli Ni, autora principal do estudo e pesquisadora de pós-doutorado no Centro para Clima, Saúde e Meio Ambiente Global da Escola de Saúde Pública Harvard T.H.

Chan, os resultados são especialmente relevantes para países de alta latitude, como a Suécia.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.

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