Barriga inchada: quando menstruação ultrapassa o desconforto comum
Nos dias antes da menstruação, é normal o corpo mudar um pouco — e a barriga inchar é uma das queixas mais comuns.
Mas existe um tipo de inchaço que tem nome próprio: o "endobelly", termo usado especificamente quando essa barriga estufada está ligada à endometriose.
Diferente do inchaço comum da TPM, ele costuma ser maior, mais repentino, e se repete sempre do mesmo jeito, ciclo após ciclo.
Às vezes, a roupa que servia de manhã já não fecha mais à noite.
Isso acontece quando existem focos de endometriose, um tecido parecido com o que reveste o útero por dentro, mas que cresce fora dele, instalados na pelve ou no próprio intestino.
A inflamação que já acontece todo mês fica ainda mais forte, e a barriga responde com um inchaço maior e mais incômodo.
Por que a barriga incha tanto nesses dias Antes e durante a menstruação, os hormônios do corpo mudam, e isso deixa a digestão mais lenta: o intestino funciona com menos força, o que favorece o acúmulo de gases e de líquido.
É por isso que quase toda mulher sente um pouco de inchaço nesse período.
Quando há endometriose envolvida, esse processo natural fica exagerado, e o inchaço aparece com mais força.
Quando esse inchaço deixa de ser só um incômodo Inchar um pouco antes de menstruar, sozinho, quase nunca é motivo de preocupação.
O sinal de alerta aparece quando o inchaço vem acompanhado de outros sintomas, sempre nos mesmos dias do ciclo: o intestino muda muito: diarreia ou prisão de ventre forte, só nos dias perto da menstruação; dói para evacuar, ou dá vontade de ir ao banheiro sem conseguir se aliviar direito; vêm junto cólicas fortes, dor na relação sexual ou dor para urinar; nada ajuda a desinchar, nem mudar a comida, nem remédio para gases.
Como descobrir a causa Quando o inchaço segue esse padrão, vale a pena investigar com um médico que entenda do assunto.
Exames comuns, como a colonoscopia de rotina, muitas vezes não enxergam esse tipo de lesão, porque ela fica por fora da parede do intestino, não por dentro.
Por isso, o diagnóstico certo depende de exames feitos com preparo especial para mapear a pelve, como o ultrassom transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética da pelve.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Paraná.