Ex-secretária e servidores são presos por desviar dinheiro da merenda escolar
A ex-secretária de Educação de Água Clara, Adriana Rosimeire Pastori Fini, a servidora pública Ana Carla Benette, a também servidora da Educação Jânia Alfaro Socorro e o empresário Humberto Marques, dono de um mercado na cidade, foram presos nesta segunda-feira (14), durante a Operação “Barattieri”, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).
Os quatro estão na delegacia e seguirão para Campo Grande ainda nesta manhã.
A operação cumpre quatro mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão em Água Clara, cidade que fica a 193 km da Capital.
Equipes estiveram no mercado de Humberto, localizado no bairro Nova Água Clara.
A investigação apura um esquema de desvio de recursos públicos destinados, especialmente, à compra de gêneros alimentícios para a merenda escolar.
Segundo o Gaeco, servidoras públicas mantinham um esquema criminoso paralelo com o empresário local.
A apuração começou a partir de provas descobertas fortuitamente durante a Operação Malebolge, deflagrada no município no ano passado e que investigou fraudes em licitações na Prefeitura de Água Clara.
Os quatro presos nesta segunda-feira estão entre os denunciados na investigação anterior.
Segundo o Gaeco, as agentes públicas solicitavam vantagens indevidas ao empresário.
Para viabilizar os pagamentos, promoviam a majoração das ordens de compra emitidas pelo município, enquanto apenas parte dos produtos adquiridos era efetivamente entregue.
Dinheiro de propina - A denúncia apresentada pelo Gaeco no âmbito da Operação Malebolge já havia revelado um episódio envolvendo Ana Carla Benette.
Em 12 de junho de 2023, a servidora gravou um vídeo em que aparece contando R$ 18 mil em dinheiro vivo e colocando as notas sobre a cama.
O dinheiro é apontado como propina.
No documento enviado à Justiça, a promotoria afirma que o episódio chamou atenção diante do “descaramento dos envolvidos”.
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