Autismo entra na pauta de cinco presidenciáveis
Johanna Nublat, jornalista e mãe atípica, procura respostas para dúvidas profundas e inesgotáveis sobre o autismo
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Construir o Mapa Nacional da Neurodiversidade, que seria um levantamento nacional de pessoas autistas , com TDAH , dislexia e altas habilidades, e que também sondaria sobre evasão escolar, bullying e acesso a atendimento educacional especializado.
Ampliar o acesso de estudantes a ambientes inclusivos, com professores e profissionais especializados capacitados, plano educacional individualizado obrigatório (o polêmico PEI ), autorização de matrícula em escolas especializadas.
Expandir o credenciamento de clínicas privadas para atender pessoas autistas pagas com recursos públicos.
Projeto Brasil Neuroinclusivo: o Brasil deve deixar de perguntar apenas "qual é a dificuldade deste aluno?" e começar a perguntar "quais são suas habilidades, como sua mente aprende e como podemos fazê-la florescer?".
Este é um recorte de propostas relacionadas ao autismo que atravessam as campanhas presidenciais deste ano. Cinco das 13 candidaturas a presidente da República mencionam o TEA (Transtorno do Espectro Autista) nos planos de governo que foram registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) .
Parte traz propostas concretas, outras só mencionam en passant e de forma genérica. Este último é o caso do plano de governo do presidente Lula ( PT ), que chega a ser contraditório com a atual política do Ministério da Saúde .
O plano vem falando sobre os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) e, na sequência, menciona que "também fortaleceremos o diagnóstico e o acompanhamento de pessoas com TEA e outras neurodivergências, bem como o cuidado psicossocial a mulheres em situação de violência ".
Historicamente, o Ministério da Saúde era dividido entre qual abordagem seguir para o cuidado à pessoa com autismo: se pela linha do CAPS, mais associada à psicanálise, ou a da reabilitação, focada em terapias multidisciplinares em serviços prestados pelos Centros Especializados de Reabilitação (CER), lançados durante um dos governos de Dilma Rousseff . A atual gestão da Saúde fortaleceu bastante os CERs e conseguiu, pela primeira vez, integrar as duas abordagens numa só linha de cuidado .
Questionado pela coluna, no último domingo (23), sobre a aparente contradição com a atual política, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha , sinalizou que a campanha vai lançar propostas mais detalhadas para nas próximas semanas.
Já no plano do candidato Flávio Bolsonaro ( PL ) há menção à "implantação de Centros de Referência em Transtorno do Espectro Autista".
Questionada sobre essa proposta, considerando que tais centros já existem --os CERs--, a campanha afirmou que a ideia "é ampliar e qualificar o atendimento às pessoas com autismo, garantindo diagnóstico precoce, terapia e acompanhamento perto de casa. Hoje o serviço existe, mas chega de forma desigual, com fila, diagnóstico tardio e regiões inteiras com pouca estrutura.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.