Sem preguiça de ficar em pé, Paulo vende 50 pamonhas por dia no Tijuca
Conversador e sem preguiça de ficar em pé, Paulo Batistas dos Santos, 81 anos, passa o dia vendendo milho na Rua Souto Maior, esquina com a Avenida Panambi Verá, no Jardim Tijuca.
Sergipano de nascença, mas “andejo” de carteirinha, como ele diz, o comerciante estaciona o carro lá, monta a barraca e aguarda os clientes do bairro.
A fama é nítida.
Ao todo, são 13 anos só ali naquele ponto, fora os outros tantos de que ele já nem lembra exatamente, trabalhando com espiga de milho.
Sem os dentes da frente, Paulo conta que só conhece isso e que, desde sempre, foi o milho que o ajudou.
Mas não foi só disso que ele viveu até aqui.
Também houve serviço de segurança, tempo de fazer frete e trabalhar na roça.
“Minha declaração (vocação) é vender milho, antes disso eu trabalhava na roça, depois fazendo frete na cidade.
Eu tocava a roça em terra arrendada, pertinho de Deodápolis.
Ainda tenho uma casa lá.
Eu nasci e me criei mexendo com milho, mas pamonha fui trabalhar mesmo mais tarde, aqui em Campo Grande”, conta.
Hoje, a pamonha custa R$ 11, após um reajuste da fábrica, que antes vendia por R$ 10.
Apesar de trabalhar com o produto há 13 anos, ele conta que não é quem produz as pamonhas.
“Eu não faço a pamonha, não sei nem fechar elas assim.
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