Pastor é suspeito de dar golpe de R$ 1 milhão com pirâmide financeira no RJ
A Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciou uma operação hoje conta uma quadrilha suspeita de usar uma igreja de Niterói para aplicar golpes financeiros.
Roberto Vieira Soares, pastor da Igreja Apostólica Vida e Adoração, é o principal alvo. A polícia diz que ele usava sua posição de líder para convencer fiéis e pessoas de seu círculo de influência a investir em um falso banco digital. A instituição religiosa tinha sede em São Gonçalo, mas agora localiza-se em Niterói.
A plataforma usada chamava Gal Invest Bank e era conhecida como "Banco do Pastor". Ainda conforme a investigação, os investigadores eram atraídos com a promessa de rendimento mensal de aproximadamente 10% sobre o valor aplicado.
Ao menos sete pessoas denunciaram o caso e o prejuízo estimado é de R$ 1,1 milhão. Após a captação do dinheiro das vítimas, os rendimentos prometidos deixavam de ser pagos aos poucos sob justificativas diferentes, até a completa interrupção das restituições.
Dinheiro obtido passava por lavagem de dinheiro, diz a polícia. Os valores captados eram direcionados a contas pessoais do líder ou de empresas a ele vinculadas —do ramo de construção civil, laboratório, consultoria contábil e instituição de pagamentos. Foi encontrada ainda uma "conta de passagem" que registrou mais de R$ 5,4 milhões em operações classificadas como estornos.
Familiares do pastor foram usados na estrutura da organização criminosa. A esposa e filho dele tinham participação em empresas do grupo, responsáveis pela circulação e esvaziamento de recursos por meio de grandes saques em espécie. Outras pessoas também eram cadastradas como sócias para ocultar os reais controladores e beneficiários do esquema.
A ação desta terça-feira cumpre mandados de busca e apreensão contra 23 alvos, sendo pessoas físicas e jurídicas. Os agentes atuam em endereços no Rio de Janeiro: capital, Niterói, São Gonçalo e Duque de Caxias; além da capital paulista.
A investigação segue em andamento. Os suspeitos podem responder por estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
O UOL tenta localizar a defesa de Roberto . O espaço segue aberto para manifestação.
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