“Pixuleco”: Gilmar volta a atacar Mendonça e o chama de ‘boneco de campanha’
Dois dias depois de um dos embates mais duros da recente crise do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes voltou a acusar André Mendonça de dar finalidade política à condução do caso Banco Master.
Nesta quinta-feira (17), o decano chamou o colega de “boneco de campanha” e “pixuleco eleitoral” e questionou a decisão de tornar públicas informações que mencionavam o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
A nova manifestação concentra o ataque em um ponto que provocou bate-boca no plenário na terça-feira (15) sobre a exposição de Gonet a partir de mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, fundador do Master.
Leia também AtlasIntel: Master divide eleitor, mas crise do STF pesa mais sobre presidente Levantamento mostra percepção equilibrada sobre vínculos políticos do caso, mas 49,5% dizem que turbulência no Supremo prejudica mais Lula Filho de Nunes Marques citado por Vorcaro tem carreira meteórica e acumula clientes Especializado em Direito Tributário, advogado é mencionado em conversas extraídas do celular do dono do Master; ele representa, por exemplo, a Refit, alvo de inquérito no STF Para Gilmar, Mendonça produziu um dano à imagem do procurador ao retirar o sigilo do material, embora tenha reconhecido posteriormente, durante o julgamento, que as informações conhecidas não permitiam atribuir irregularidades a Gonet.
“Em plenário, o próprio relator reconheceu, em alto e bom som, a lisura da conduta de Gonet e admitiu que nada havia contra ele.
Nada.
Então por que expor?”, escreveu Gilmar.
O ministro também relacionou a divulgação do relatório a uma publicação posterior de Mendonça nas redes sociais, na qual o colega agradeceu manifestações de apoio.
Na avaliação de Gilmar, o episódio seria um indicativo de interesse político na repercussão do caso.
“Quem age assim não é magistrado imparcial: é boneco de campanha, um pixuleco eleitoral”, afirmou.
Da sessão do STF às redes sociais A publicação prolonga uma discussão que começou dentro do plenário.
Na terça-feira, Gilmar já havia usado a expressão “pixuleco” ao acusar Mendonça de conduzir a apuração com “inequívoco viés político-eleitoral”.
O decano questionou principalmente a proximidade entre a divulgação de informações e o 7 de Setembro, em meio à campanha presidencial.
A tensão aumentou quando Gonet se manifestou sobre as referências a seu nome.
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