Mulher é resgatada com larvas na cabeça e polícia apura violência sexual
Mulher de 38 anos, com deficiência intelectual, foi resgatada em situação de vulnerabilidade em Anastácio, a 122 quilômetros de Campo Grande, com feridas no couro cabeludo, infecção e presença de larvas.
O caso mobilizou as redes de saúde e assistência social, resultou em medida protetiva e passou a ser investigado pela polícia após surgirem suspeitas de violência sexual.
Documentos obtidos pelo Campo Grande News mostram que a mulher deu entrada no Hospital Regional de Aquidauana em estado que exigia atendimento imediato.
Além da miíase, condição caracterizada pela presença de larvas em tecidos do corpo, foram constatados sinais como infestação intensa por piolhos, lesões no couro cabeludo em estágio avançado e processo infeccioso.
O vídeo acima mostra a cabeça da paciente raspada e sem larvas após procedimento.
O tratamento foi interrompido em 22 de julho.
Conforme decisão da 1ª Vara de Anastácio, a mãe retirou a filha da unidade hospitalar enquanto ela ainda recebia atendimento.
Para a Justiça, a interrupção expôs a paciente a “risco concreto e iminente” à saúde e à própria vida.
Mãe e filha já eram acompanhadas pela rede socioassistencial do município em razão da situação de vulnerabilidade.
Conforme relatado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) à Justiça, ambas apresentam limitações que comprometem a autonomia e a capacidade de autocuidado.
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