Indicadores revelam que juros começam a ganhar dos estímulos ao consumo
Depois de um primeiro trimestre de crescimento forte, a economia brasileira continuou em expansão, mas engatou marcha mais lenta entre abril e junho, e a freada também foi forte. É o que sinaliza o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica), calculado mensalmente pelo Banco Central.
No segundo trimestre, o IBC-Br avançou 0,2% sobre o anterior. Em relação a maio, a atividade em junho recuou 0,64%, mais do que indicavam as expectativas dos analistas, que eram de uma queda de 0,5%. A freada em junho foi ainda mais forte porque o BC revisou a expansão de maio de 0,1% para 0,03%.
No primeiro trimestre, o IBC-Br registrou crescimento de 1,3%, na comparação com o último quarto de 2025. Para se ter uma ideia da velocidade com que a economia cresceu nos dois primeiros trimestres de 2026, basta calcular a expansão anualizada de cada um dos dois períodos.
Se o crescimento de 1,3%, apresentado pelo IBC-Br no primeiro trimestre, tivesse se repetido nos demais trimestres do ano, a atividade em um ano teria avançado 5,3% .
Com a expansão de 0,2%, observada no IBC-Br do segundo trimestre, repetida nos demais três trimestres de um ano, a expansão econômica anual não passaria de 0,8% .
No primeiro trimestre, o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 1,1%, pouco abaixo do IBC-Br do mesmo período. A pequena distância entre um resultado e outro ajuda a lembrar que os métodos de apuração de dados e cálculo dos dois indicadores são diferentes, mas suas trajetórias caminham geralmente na mesma direção e com igual intensidade.
Enquanto o PIB, apurado trimestralmente, reúne informações abrangentes e oficiais do efetivo comportamento da economia, o IBC-Br é uma aproximação, de base mensal, construído a partir de pesquisas do desempenho da produção dos grandes setores econômicos — agropecuária, indústria e serviços.
O breque observado no crescimento do segundo trimestre deverá ser ainda um pouco mais intenso nos dois trimestres restantes do ano. Projeções do departamento de pesquisa econômica do Bradesco, por exemplo, apontam resultados positivos, mas em níveis mais modestos, no restante do ano.
Depois do avanço já divulgado de 1,1% no primeiro trimestre, o PIB, de acordo com as previsões do Bradesco, deverá registrar crescimento de 0,4% no segundo trimestre e de 0,3% em cada um dos dois trimestres da segunda metade do ano.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.