Brasil não quer retaliar EUA ao aplicar reciprocidade, diz Alckmin
Ao abrir um processo de reciprocidade , o Brasil não deseja retaliar as tarifas impostas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros, segundo o vice-presidente da República Geraldo Alckmin, em fala hoje, na conferência anual do Santander. Segundo ele, o governo brasileiro vai insistir na negociação.
Geraldo Alckmin disse que Brasil seguirá negociando com Estados Unidos. O vice-presidente da República afirmou que acredita na eliminação de tarifas por meio de acordo. Ele pediu paciência, pois as negociações entre os países devem demorar.
Não é retaliação, não há interesse em retaliar ninguém. Olho por olho, o máximo que pode acontecer é todo mundo ficar cego Geraldo Alckmin, vice-presidente da República
Brasil não tem que entrar em briga dos Estados Unidos com a China, afirmou o vice. Alckmin acha necessário manter boas relações com as duas nações, visto que a China é o principal destino das exportações brasileiras, e os EUA são os maiores investidores externos no Brasil.
Eu acredito que vai ter acordo do Brasil com os Estados Unidos. [...] Ser amigo dos dois é o bom caminho Geraldo Alckmin, vice-presidente da República
Estados Unidos taxaram produtos brasileiros em até 37,5%. Em julho, uma alíquota de 25% passou a atingir cerca de 18% das exportações brasileiras para os EUA, o que equivale a aproximadamente US$ 7,4 bilhões em mercadorias, segundo estimativas do governo. O país acusa o Brasil de supostas práticas econômicas desleais. No mesmo mês, foi aplicada uma segunda alíquota adicional de 12,5%, relacionada a alegações sobre trabalho forçado. Em determinados casos, as duas tarifas podem ser somadas, levando a uma cobrança de 37,5%.
Governo brasileiro considera as tarifas injustas e arbitrárias, e iniciou processo de aplicação da Lei da Reciprocidade. O Brasil afirma que as medidas americanas não encontram respaldo nas regras multilaterais de comércio e diz que continuará contestando as decisões dos EUA nos fóruns internacionais.
Ministro de Lula disse que Brasil busca negociação e que reciprocidade será a última alternativa . "Ninguém parte do pressuposto de que só aplicando a medida [de reciprocidade] vamos conseguir corrigir a relação, que está muito assimétrica", disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços Márcio Elias Rosa, em entrevista à GloboNews, semana passada.
Mais de 2.200 produtos ficaram de fora das novas tarifas. A lista de exceções inclui itens considerados estratégicos, como carnes bovinas, frutas, café, minerais, fertilizantes e aeronaves.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.