Por que Beraldo, mesmo no banco no PSG, pode virar solução para a seleção?
Uma invenção de Luis Enrique, técnico que levou o Paris Saint-Germain à conquista das duas últimas edições da Liga dos Campeões da Europa, pode ajudar a seleção brasileira a resolver uma das suas maiores dores de cabeça para o ciclo da Copa do Mundo-2030.
Sem nomes consagrados para o posto de primeiro volante depois de encarar o Mundial com passado com os já veteranos Casemiro e Fabinho na função, Carlo Ancelotti tem a opção de recorrer a Lucas Beraldo.
Ué, mas o jogador revelado pelo São Paulo e que está iniciando a terceira temporada no clube mais poderoso da França não é zagueiro? Não é bem assim. Hoje em dia, já dá para dizer que ele era zagueiro.
Beraldo começou a ser testado como homem de meio-campo na reta final do último Campeonato Francês porque o treinador do PSG precisava dosar os minutos dos titulares João Neves e Vitinha e não tinha jogadores suficientes no elenco para viabilizar essa rotação.
Com velocidade e qualidade de passe acima da média para um zagueiro, o camisa 4 adaptou-se rapidamente à nova função, que pede justamente essas qualidades. Com ele na volância, os franceses também conseguiram ganhar uma opção a mais de altura elevada para as bolas aéreas defensivas e ofensivas.
A mudança tática de Luis Enrique funcionou tão bem que foi aproveitada até mesmo no jogo mais importante da temporada passada. Beraldo entrou, como meio-campista, na prorrogação da final da Champions e até converteu um dos pênaltis da vitória sobre o Arsenal, após empate com a bola rolando.
Na Supercopa da França, domingo passado, o brasileiro também foi volante. Ele foi escalado de início contra o Lens e permaneceu em campo até os 15 minutos do segundo tempo, quando o PSG passou a adotar uma estratégia mais ofensiva para tentar impedir a derrota (o que não conseguiu).
Embora dificilmente vá conquistar uma vaga de titular em Paris, já que João Neves e Vitinha formam uma das melhores duplas de meias centrais do planeta, Beraldo tem chances de virar um nome crucial no novo ciclo da seleção devido a escassez de alternativas de alto nível para o posto.
Bruno Guimarães (Arsenal), Danilo (Botafogo), Andrey Santos (Manchester United), Ederson (Atalanta) e João Gomes (Aston Villa), as principais opções do Brasil para compor o meio-campo daqui por diante, até podem jogar como "camisa 5", mas rendem mais como segundo homem do setor.
André (Wolverhampton), esse sim um volante de verdade, joga hoje na segunda divisão da Inglaterra. Outros nomes, como Martinelli (Fluminense) e Evertton Araújo (Flamengo), têm menos experiência internacional e nunca enfrentaram os grandes armadores do mundo.
A temporada 2026/27 da Ligue 1 francesa terá seu pontapé inicial dado hoje, com um jogo de abertura colocando frente a frente Olympique de Marselha e Strasbourg, a partir das 15h45 (de Brasília).
Atual pentacampeão nacional e vencedor de 12 das últimas 14 temporadas, o PSG estreia contra o Rennes, domingo, fora de casa.
As novidades da elite da Inglaterra nesta edição são as presenças de Troyes e Le Mans, que conquistaram o acesso.
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