Ceará recebe radar que identifica túneis e escavações em presídios; sistema recebe R$ 2 milhões em investimentos do governo federal
Ceará recebe equipamentos para reforçar controle de sistema penitenciário nesta quarta-feira (14) Thaís Brito/g1 O sistema penitenciário no Ceará passou a contar com o equipamento georradar, que consegue identificar túneis, galerias e outras alterações nos presídios sem fazer escavações físicas no solo.
O equipamento foi entregue nesta quarta-feira (14) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, juntamente com três kits de varredura e três drones.
O investimento do governo federal é de R$ 2 milhões, com material recebido pela Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização do Ceará (SAP), durante solenidade em Fortaleza. ✅ Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Até o fim de 2026, a previsão é que o Ceará receba investimentos de cerca de R$ 23 milhões, com a entrega de raio-X, scanners corporais e detectores manuais de metal e equipamentos para facilitar inspeções.
O georradar e os demais equipamentos entregues nesta quarta-feira (14) serão utilizados para aumentar o controle sobre nove unidades prisionais.
Os investimentos fazem parte de uma estratégia nacional de combate ao crime organizado, vinculada ao Ministério.
De acordo com o secretário Mauro Albuquerque, titular da SAP, o controle das unidades é reforçado com tecnologia para identificar comunicações ilícitas e coibir o uso de dispositivos eletrônicos, além de desarticular as ações das facções criminosas dentro das unidades.
Conforme o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, a missão de elevar o padrão para controlar o sistema penitenciário foi fortalecida, nesta terça-feira (13), por decreto do presidente Lula para agilizar o bloqueio de celulares e outros meios usados ilegalmente nos presídios.
“O sistema penitenciário tem que funcionar como um sistema para ressocializar, para recuperar vidas, para que essas pessoas voltem para o convívio social.
Isso não é ingenuidade nenhuma, isso é obrigação do Estado porque não há prisão perpétua, não há pena de morte, essas pessoas vão voltar para o convívio social...
E é a obrigação do Estado oferecer condições para que elas voltem melhores.
Mas também, ao mesmo tempo, [o presídio] não pode funcionar como escritório do crime. (...) É possível conviver perfeitamente: ordem, disciplina e ressocialização”, defendeu André Garcia.
A vice-governadora do Ceará, Jade Romero, complementou que a modernização do controle no sistema penitenciário reforça o trabalho da segurança pública no Ceará, com drones que monitoram até 1,5 km de raio da unidade prisional, detectando placas de veículos e sinais de Wi-Fi de dispositivos eletrônicos.
“O crime vem se modernizando, e a gente também precisa modernizar os nossos equipamentos, investir na educação, na formação dos nossos profissionais.
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