Durigan: não há motivo para medo da reforma tributária
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que não há motivo para se ter medo da reforma tributária e disse que o que o preocupa é a possibilidade de o País manter o atual quadro de complexidade e insegurança no sistema de impostos.
A declaração foi feita durante a 27ª Conferência Anual Santander .
“O que me assusta é olhar para a situação tributária brasileira hoje e imaginar que a gente pudesse seguir dessa forma”, afirmou Durigan .
Segundo ele, apesar de ponderações levantadas ao longo da discussão – inclusive dentro da própria equipe econômica – o governo não deve recuar do objetivo de melhorar o ambiente para empresas, micro e pequenos negócios, empreendedores e pessoas físicas.
Leia também Durigan: juros precisam ser endereçados; um dos caminhos é pelo lado fiscal Ministro da Fazenda destacou que o governo pretende perseguir a trajetória de resultado fiscal prevista no PLDO Flávio Bolsonaro diz ter sido alvo de mais de 1,8 mil ameaças de morte Nos últimos meses, a campanha de Flávio, aliados do senador e perfis apoiadores passaram a dizer que há chance de ocorrer uma tentativa de assassinato contra o candidato Durigan disse que a estratégia do governo passa por intensificar a comunicação e o diálogo com entidades e setores impactados, citando o Conselho Federal de Contabilidade, a OAB, empresas e bancos.
Ele ressaltou que o compromisso é conduzir a implementação com neutralidade, regras claras e capacitação ao longo do período de transição.
De acordo com o ministro, a reforma precisa sinalizar que 2026 será um ano voltado à educação e adaptação, sem penalidades relacionadas a obrigações acessórias.
“Em 2026, não tem penalidade”, disse, ao citar atuação conjunta da Receita Federal, do Ministério da Fazenda e do Comitê Gestor.
Durigan também afirmou que o avanço na governança federativa tem permitido conversas com Estados e municípios sem ruído, com coordenação entre os entes.
Ele mencionou que a regulamentação da reforma – por meio de decreto e leis complementares – vem sendo construída com base em resoluções do Comitê Gestor e amplo debate, embora ainda haja pontos pendentes.
Entre os temas que devem ser enfrentados na transição, ele destacou questões de fluxo de caixa e o tratamento de créditos acumulados de tributos atuais, como PIS e Cofins.
Segundo Durigan, a orientação à Receita e ao Comitê Gestor é conduzir essas discussões de forma aberta para reduzir incertezas.
“O caminho está pronto”, afirmou Durigan, acrescentando que, com a transição a partir de 2027, a reforma tende a entregar um sistema “muito melhor” do que o atual, tanto do ponto de vista tributário quanto de organização e fiscalização no médio e longo prazos.
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