Amamentação faz bem ao coração da mãe, mostra estudo internacional
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Estudos já associaram a amamentação a redução do risco materno de câncer de mama e de ovário e também de desenvolver diabetes tipo 2 . Agora uma nova pesquisa mostra que a prática é uma aliada contra cardiopatias e distúrbios metabólicos .
Após uma revisão que considerou oito estudos feitos entre 1986 e 2009 e envolveu mais de 1 milhão de mulheres no mundo, especialistas austríacos e britânicos concluíram que amamentar protege o coração da mãe .
O trabalho internacional foi publicado neste mês na Journal of the American Heart Association e reforça ainda a hipótese de que a lactação pode reprogramar o metabolismo materno, corrigindo diversos distúrbios metabólicos, como diabetes ou hiperlipidemia (excesso de gordura no sangue), problemas também associados a um risco cardiovascular elevado.
"A amamentação está associada a uma espécie de 'reset metabólico' pós-gestacional. O benefício é particularmente relevante após uma gestação complicada por diabetes gestacional , hipertensão ou pré-eclâmpsia ", comenta o cardiologista Carlos Japhet, presidente do Departamento de Cardiologia da Mulher da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia).
No Brasil, um estudo multicêntrico do Registro Brasileiro de Cardiopatia e Gravidez (Rebecga) , publicado na revista Arquivos Brasileiros de Cardiologia e divulgado pela SBC, destaca que "o coração é a principal causa indireta (não obstétrica) de morte materna no país, estando associada de 15% a 20% dos óbitos".
"A proteção começa logo após o parto e é mais intensa metabolicamente nos primeiros meses. Mas quanto mais tempo a mulher consegue amamentar, maior tende a ser o benefício cardiovascular acumulado", diz Japhet.
A pesquisa internacional indicou que o risco de doença cardiovascular materno é reduzido em mulheres que já deram à luz e amamentaram em comparação àquelas que deram à luz, mas nunca amamentaram.
O quadro inclui reduções médias de 11% nas chances de desenvolver doença cardiovascular (DCV); 14% em doença cardíaca coronariana (DCC); 12% acidente vascular cerebral (AVC) e 17% em DCV fatal. Também foi encontrada relação entre a lactação e a presença menor de aterosclerose subclínica.
Quem amamentou por pelo menos três meses apresentou risco significativamente menor de calcificação aórtica e calcificação coronariana. Os autores afirmam que após os seis meses de vida, bebês já começam a ingerir outros alimentos complementares, reduzindo a produção de leite da mãe e justificando "a relevância particularmente alta" dos períodos iniciais de amamentação.
Em mulheres com mais de um parto, cada seis meses adicionais de amamentação por filho foram associados a uma diminuição do risco de 4% para doença coronariana e 3% (2%–4%) para acidente vascular cerebral.
Os hormônios têm um papel importante, com destaque para a prolactina e a ocitocina , ambas ligados à produção de leite materno.
A ocitocina esteve ligada à redução da pressão arterial, vasodilatação, ações antidiabéticas e antioxidantes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.