FPF teme PL contra bets que pode tirar R$ 1 bi de times de São Paulo
O detalhe que preocupa a FPF é que a proibição valeria apenas para os clubes da capital paulista. Times de outros Estados poderiam continuar recebendo patrocínios de empresas de apostas, seguindo as regras estabelecidas pelo Governo Federal. Na avaliação da federação, isso poderia criar um desequilíbrio esportivo e financeiro entre os clubes paulistas e seus concorrentes nacionais.
A preocupação está concentrada nos PLs 553/2025, de autoria do vereador Adrilles Jorge, e 560/2025, de João Jorge. As propostas foram apensadas, já passaram pela Comissão de Constituição e Justiça e estão próximas de votação em Plenário.
"Se os clubes da cidade de São Paulo perderem as receitas das marcas de apostas, uma de suas principais fontes de faturamento, enquanto todos os adversários de outros Estados puderem mantê-la, haverá uma disparidade que chegará ao campo. Uma regra restrita à capital paulista vai enfraquecer os clubes diante de concorrentes nacionais e internacionais e comprometer, de maneira direta, a capacidade de disputar títulos", disse ao blog o presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos.
O prefeito Ricardo Nunes afirmou há cerca de um mês que pretende sancionar o projeto caso seja aprovado pelos vereadores. Ainda não há data para a votação.
A entidade também pede que os contratos de patrocínio já assinados sejam preservados por meio de uma regra de transição. O objetivo é evitar rescisões imediatas e garantir segurança jurídica aos acordos em vigor.
A discussão acontece enquanto as casas de apostas ocupam espaço relevante no mercado de patrocínios do futebol brasileiro. Para a FPF, uma proibição restrita à capital poderia retirar uma fonte importante de receita dos clubes paulistas enquanto equipes de outras regiões continuariam autorizadas a explorar comercialmente esse mercado dentro das regras federais.
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