Suspeito de matar fundador da Igreja de Lúcifer no Ceará é preso
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A Polícia Civil do Ceará prendeu um homem suspeito de matar Luciano Melo, 38, fundador da Igreja de Lúcifer, e ferir uma outra vítima .
O suspeito, de 25 anos, foi preso em flagrante no bairro Farias Brito. A detenção foi realizada por equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, com apoio do Departamento de Inteligência Policial, informou a Secretaria de Segurança Pública.
Com ele, foram apreendidos objetos que teriam sido usados no crime. Agentes encontraram duas armas de fogo, sendo uma pistola e um revólver, munições, uma motocicleta e roupas.
Ele responde pelos crimes de homicídio, um consumado e outro tentado, além de posse ilegal de arma de fogo. A Polícia Civil disse que segue com a investigação para identificar e prender outros possíveis envolvidos, além de esclarecer a motivação do ataque.
Luciano Melo estava na frente de uma oficina mecânica quando foi atingido. Informações iniciais indicam que ele e outro homem, que não teve o nome divulgado, estavam em um carro quando o pneu furou e eles decidiram ir até o estabelecimento.
Enquanto eram atendidos, um suspeito passou em uma motocicleta e atirou diversas vezes contra a dupla. O criminoso fugiu e o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado. Luciano morreu no local, enquanto o outro homem —que usava tornozeleira eletrônica— foi socorrido a um hospital da região. O estado de saúde do ferido não foi divulgado pelas autoridades.
O UOL apurou que Luciano foi preso em flagrante em 15 março de 2025. Na ocasião, policiais foram acionados para atender uma ocorrência de apoio a um socorrista do SAMU que estava sendo ameaçado. Quando os agentes chegaram ao local, um bar, solicitaram que o volume do som fosse diminuído, ocasião em que o dono do estabelecimento, Luciano, começou a xingar as vítimas —duas mulheres— e os policiais.
Ele também teria oferecido dinheiro aos agentes para não ser preso. O homem foi investigado por suspeita de cometer os crimes de ameaça, desacato, corrupção ativa e conduta homofóbica contra duas mulheres. Em audiência de custódia, no dia 16 de março de 2025, o juiz Henrique Botelho Romcy determinou a soltura dele mediante o pagamento de fiança e cumprimento de medidas cautelares durante seis meses. As informações constam na decisão obtida pela reportagem.
Homem virou réu por injúria racial, ameaça, desacato e corrupção ativa em 30 de junho de 2025. Uma audiência de instrução do caso estava marcada para 4 de dezembro de 2026, com a oitiva das vítimas, das testemunhas arroladas pela acusação e defesa, acareações e, por fim, o interrogatório do réu.
Conhecido como Bruxo Paulo Padilha, ele se descrevia como bispo satânico e fundador da 1ª Igreja de Lúcifer da região Nordeste. Em uma publicação de outubro de 2024, o bruxo afirmava ser um sacerdote satânico e dizia ser conhecido como "Papa do Diabo". Ele era adepto da quimbanda luciferiana, uma vertente da quimbanda que combina o culto a entidades como Exus e Pombagiras com elementos do luciferianismo.
Igreja foi fundada em janeiro de 2024, segundo publicação de Paulo nas redes sociais.
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