Após relatório, cobranças da CPI se concentram em frota nova e ar-condicionado
As cobranças feitas pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Transporte Coletivo voltaram ao centro das discussões após a entrega do relatório parcial dos primeiros 90 dias de intervenção no Consórcio Guaicurus.
Entre as prioridades estão a renovação da frota, a instalação de ar-condicionado em todos os ônibus e a manutenção do serviço durante eventuais mudanças no sistema.
O documento foi entregue nesta terça-feira (22) pelo interventor jurídico, Alexandre Souza Moreira, ao vereador Lívio Leite (União Brasil), presidente da Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana da Câmara Municipal de Campo Grande e integrante da CPI que investigou o consórcio no ano passado.
Embora ainda vá analisar detalhadamente o relatório, o parlamentar afirmou que o transporte coletivo não poderá ser interrompido enquanto as medidas propostas pela intervenção forem discutidas e colocadas em prática.
“Podemos afirmar, hoje, à população que não haverá interrupção dos serviços de transporte coletivo.
O usuário não pode ser prejudicado.
O sistema precisa continuar funcionando e garantindo o atendimento à população enquanto as medidas necessárias são discutidas e implementadas”, declarou.
Segundo Lívio, as melhorias defendidas durante os trabalhos da CPI continuam sendo cobradas.
Uma delas é a substituição dos veículos mais antigos por ônibus novos, equipados com ar-condicionado.
“Uma coisa da qual a Comissão não abre mão é da troca da frota.
Precisamos de ônibus novos, mais seguros, modernos e confortáveis para a população.
E não vamos abrir mão também de que todos os ônibus tenham ar-condicionado”, afirmou.
Vereador argumentou que as altas temperaturas de Campo Grande tornam a climatização uma necessidade, principalmente para passageiros que passam longos períodos dentro dos veículos.
O relatório reúne levantamentos financeiros, operacionais e contratuais feitos durante os primeiros três meses da intervenção.
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