MP pede reinternação urgente de 5 adolescentes envolvidos no caso Lívia
O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) pediu, com urgência, a reintegração da internação de cinco adolescentes investigados por envolvimento na morte de Lívia Cioca Ferreira, de 13 anos.
Os jovens haviam sido apreendidos na primeira fase da Operação Lívia.
O recurso busca reverter a decisão da 1ª Vara Criminal de Naviraí, que determinou a liberação dos investigados após o encerramento do prazo da medida cautelar.
O órgão ministerial requer a manutenção da internação até a conclusão do processo socioeducativo.
No pedido de tutela de urgência encaminhado ao TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) pela 4ª Promotoria de Naviraí, o MP argumenta que a excepcional gravidade dos fatos, a complexidade da investigação e a proximidade da sentença justificam a medida.
Redes de violência – O MP sustenta que as apurações revelaram a atuação de grupos organizados na plataforma Discord, conhecidos como “PROXY” e “SNAK4”.
As redes funcionavam com divisão de tarefas e hierarquia, promovendo violência psicológica, automutilação, crueldade contra animais e indução de adolescentes vulneráveis ao suicídio.
Além do recurso para manter os cinco primeiros jovens apreendidos, o órgão apresentou duas representações para aplicação de medidas socioeducativas contra outros investigados identificados ao longo do processo.
Na segunda fase da Operação Lívia, outros seis adolescentes foram localizados e apreendidos em diferentes estados.
De acordo com as denúncias, eles participavam de um ambiente virtual estruturado para transmitir lives e "desafios" com comportamentos autodestrutivos.
Caso Lívia – A Operação Lívia começou a partir da investigação envolvendo uma adolescente de 13 anos, de Naviraí, que morreu em julho durante uma transmissão ao vivo no Discord.
A partir do caso, a Polícia Civil passou a monitorar as interações digitais e identificou indícios da existência de uma rede mais ampla, com outros envolvidos e possíveis vítimas.
Na primeira fase, realizada em agosto, um adulto foi preso e cinco adolescentes foram apreendidos.
Entre eles estava um jovem de 14 anos apontado pelos investigadores como líder do grupo.
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