Investigado em fraude de perfumes já foi preso com 1,2 mil itens contrabandeados
Antes de entrar no radar da Operação Perfume de Mulher, deflagrada nesta terça-feira para investigar um suposto esquema de importação irregular de perfumes, Alexandre Vale Silva, que já foi proprietário da Top Perfumaria e Cosméticos, acumulava 3 processos na Justiça Federal envolvendo apreensões de perfumes estrangeiros.
Ele foi um dos alvos de busca e apreensão realizadas esta manhã em Campo Grande.
Nos casos analisados, a Receita Federal apontou que as cargas somavam R$ 83,1 mil em mercadorias e que os tributos supostamente não recolhidos chegavam a R$ 68,3 mil.
Os episódios ocorreram entre novembro de 2023 e fevereiro de 2025, conforme dados da 3ª Vara Federal de Campo Grande e tinham como ponto em comum a Top Perfumaria, que aparece vinculada a Alexandre nos processos.
A maior apreensão ocorreu em novembro de 2023, quando agentes da Receita Federal encontraram 880 perfumes estrangeiros enviados pela empresa.
As mercadorias foram avaliadas em R$ 41.424,01, com tributos apontados como não pagos no valor de R$ 35.834,05.
Em março de 2024, uma fiscalização nos Correios encontrou 367 perfumes e cosméticos sem documentação de importação regular.
Segundo a decisão judicial, os produtos tinham como remetente a Top Perfumaria e foram avaliados em R$ 21.917,50, com R$ 19.202,90 em tributos apontados como iludidos.
A empresa, segundo registros, funcionava no bairro Jardim Morenão.
Nessas duas apreensões, o total de itens chega a 1,2 mil unidades contrabandeadas.
No terceiro episódio, em fevereiro de 2025, encomendas com perfumes estrangeiros foram identificadas durante fiscalização em uma transportadora de Campo Grande.
A Receita avaliou os produtos em R$ 19.758,79 e calculou R$ 13.349,04 em tributos supostamente não recolhidos.
Em um dos processos, referente à apreensão de 2023, Alexandre chegou a ser condenado por descaminho.
A Justiça Federal fixou pena de um ano de reclusão, substituída por prestação de serviços à comunidade.
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