O que eu ouvi em Mato Grosso do Sul este mês
Faz um mês que essa coluna começou, e queria fechar esse primeiro ciclo de um jeito diferente das últimas duas edições.
Sem dado de relatório, sem estatística, sem lista de pontos práticos.
Só o que eu realmente ouvi, sentado à mesa com empresários e gestores daqui de Mato Grosso do Sul, nessas últimas semanas, conversando sobre Inteligência Artificial.
Reparei que essas conversas se repetem em três formatos, quase sempre nessa ordem, dentro da mesma sala.
O primeiro é o medo, que quase sempre chega antes de qualquer pergunta técnica.
Um empresário me contou, há duas semanas, que perde o sono pensando se a equipe dele vai ser substituída por máquina em algum momento dos próximos anos.
Não perguntou sobre governança, sobre LGPD, sobre nenhum dos temas que tenho tratado aqui.
Perguntou, de um jeito simples e direto, se ainda vai ter função pra sua gente fazer.
Não existe resposta fácil pra isso, e eu não tento fingir que existe.
O que eu digo é que a pergunta certa não é se a função vai continuar existindo do mesmo jeito, é se a empresa vai decidir como essa mudança acontece, ou vai deixar que ela aconteça de qualquer forma, sem direção.
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