Novas cultivares elevam produtividade do algodão e reforçam proteção da lavoura
Duas novas cultivares de algodão chegam ao mercado com a promessa de enfrentar alguns dos principais inimigos da cultura sem abrir mão da produtividade.
Desenvolvidas pela Embrapa em parceria com a empresa Lyntera, a BRS 510 B2RF e a BRS 810 B3RF reúnem resistência a doenças, proteção contra lagartas e tolerância a herbicidas.
Para Mato Grosso do Sul, a principal novidade é a BRS 510 B2RF.
A cultivar é indicada para áreas comerciais de alto rendimento no Estado, inclusive propriedades com histórico de nematoides e doenças que atacam as raízes e comprometem o desenvolvimento das plantas.
Nos testes, a BRS 510 alcançou produtividade média de cerca de 7,6 toneladas por hectare na primeira safra e superou 5,3 toneladas por hectare na segunda.
Além de Mato Grosso do Sul, o cultivo é recomendado para Goiás, Mato Grosso, Bahia, Ceará, Tocantins e Paraná.
A cultivar apresenta resistência ao nematoide das galhas, capaz de provocar perdas de até 50% na lavoura, e ao nematoide reniforme, cujos prejuízos podem ultrapassar 60% em áreas com alta infestação.
Esses organismos microscópicos parasitam as raízes e estão entre os problemas fitossanitários mais difíceis e caros de controlar na cotonicultura.
Outro avanço está na resistência à mancha de ramulária, doença presente nas principais regiões produtoras do País.
Em condições normais, ela pode reduzir a produtividade entre 25% e 35%.
Nos casos mais graves, as perdas podem passar de 70%.
A BRS 510 também é resistente à bacteriose e à doença-azul.
Segundo a Embrapa, o conjunto de características pode reduzir riscos de produção e diminuir a necessidade de aplicações de defensivos, especialmente em áreas onde doenças e nematoides já se tornaram problemas recorrentes.
A segunda novidade, a BRS 810 B3RF, combina estabilidade produtiva com qualidade de fibra acima das exigências da indústria têxtil.
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