O que muda nas redes nos EUA após acordo bilionário da Meta
Adam Mosseri, chefe do Instagram, deixa o Tribunal após julgamento em que a Meta está sendo processada por 'incentivar' vício de adolescentes nas redes sociais.
KARL MONDON/AFP A Meta fechou um acordo no qual aceitou pagar em torno de US$ 17 bilhões (R$ 87,7 bilhões) e adicionar medidas de segurança mais robustas para proteger as crianças em suas plataformas Facebook e Instagram.
A decisão encerra um julgamento histórico nos Estados Unidos sobre o vício em redes sociais entre adolescentes e resolve as ações movidas por 47 dos 50 estados americanos, anunciaram na quarta-feira (26) os procuradores-gerais estaduais.
O caso buscava responsabilizar a gigante da tecnologia pelo papel que suas plataformas desempenharam na deterioração da saúde mental das crianças.
A Meta foi acusada de contribuir para a crise de saúde mental juvenil ao projetar deliberadamente recursos que viciam crianças em suas plataformas e escondê-los do público.
Os reclamantes também argumentaram que a empresa violou leis federais ao coletar rotineiramente dados de crianças menores de 13 anos sem o consentimento dos pais O acordo selado nesta quarta-feira deve encerrar o processo judicial envolvendo os estados da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey, que estavam entre os 29 que processaram a Meta em 2023.
O CEO da empresa, Mark Zuckerberg, estava entre os que deveriam depor perante um júri em um tribunal federal na Califórnia.
Os casos em outros estados devem ir a julgamento posteriormente.
Além disso, nove procuradores-gerais entraram com ações judiciais em seus respectivos estados.
O julgamento começou na semana passada em Oakland, Califórnia, com a juíza distrital dos EUA, Yvonne Gonzalez Rogers, supervisionando os procedimentos.
A Meta estimou o valor do acordo em cerca de US$ 18 bilhões, número que aparentemente inclui uma indenização para o estado do Texas.
Acordo "encerra práticas perigosas" da Meta "Durante anos, a Meta enganou intencionalmente o público sobre os recursos de design viciantes e prejudiciais que causaram estragos na saúde mental dos jovens", disse o procurador-geral da Virgínia, Jay Jones.
O acordo, segundo ele, "colocará um fim a essas práticas perigosas e proporcionará um alívio significativo que protegerá as crianças de danos online".
O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, disse que o dinheiro será pago ao longo de dez anos, com seu estado recebendo pelo menos US$ 1,5 bilhão se o acordo for aprovado pelo tribunal.
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