Comércio entre Brasil e potência petrolífera avança e mira nova fase de investimentos
Brasil e Irã querem criar um roteiro conjunto para aumentar o comércio bilateral e facilitar a atuação de empresas dos dois países .
As propostas incluem o uso de moedas nacionais, operações de escambo e novos mecanismos para reduzir obstáculos às transações.
As medidas foram discutidas por Mehdi Heidari, vice-ministro de Assuntos Econômicos e Finanças do Irã, e Matias Alencastro, representante brasileiro para assuntos econômicos internacionais , durante uma reunião de ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do BRICS em Jaipur, na Índia.
Segundo a agência iraniana IRNA, Heidari agradeceu o apoio brasileiro ao processo de entrada do Irã no Novo Banco de Desenvolvimento.
O representante iraniano afirmou que as estruturas produtivas e as demandas de Brasil e Irã são complementares , o que abriria espaço para o crescimento das relações comerciais.
LEIA TAMBÉM: Banco do BRICS pode ter novo integrante de peso: potência petrolífera quer ampliar participação no bloco LEIA TAMBÉM: Irã pode sofrer com isolamento econômico “como o mundo nunca viu”, diz EUA Um dos pontos apresentados pelo Irã foi a possibilidade de realizar pagamentos em moedas nacionais e utilizar operações de troca direta de determinados produtos.
O objetivo seria diminuir barreiras comerciais e facilitar negócios entre empresas brasileiras e iranianas.
Agricultura e segurança das cadeias de abastecimento também entraram na pauta.
Os dois lados discutiram a troca de produtos com alta demanda e a criação de um mecanismo considerado mais seguro para as operações comerciais .
Brasil e Irã também pretendem avançar nas negociações de acordos para evitar a dupla tributação e proteger investimentos realizados por empresas de um país no outro.
O presidente do Banco Central iraniano, Abdolnasser Hemmati , afirmou ainda que o país pretende ingressar em breve no Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS.
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