Investigado por fraude em concursos públicos, delegado-geral reassume Polícia Civil de AL
O delegado Gustavo Xavier reassumiu o cargo de delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, após obter uma liminar favorável em habeas corpus, conforme informou o Ministério Público Federal na Paraíba (MPF-PB).
Xavier havia sido afastado em março durante investigação da Polícia Federal (PF) sobre suspeitas de fraude em concursos públicos, e o retorno ocorreu antes do término do novo prazo de afastamento cautelar, prorrogado em junho.
Apesar de voltar ao cargo, ele permanece investigado.
O retorno de Xavier ao posto ficou evidenciado nas publicações do Diário Oficial de Alagoas: atos assinados pelo delegado com a identificação de delegado-geral voltaram a aparecer no dia 13 de agosto .
Antes disso, em 5 de agosto, o Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) já havia comunicado que Xavier havia reassumido a Delegacia-Geral.
Durante o período em que esteve afastado, o delegado Thales Silva Araújo respondia pelo comando da corporação.
A data oficial do retorno e a existência de ato administrativo formalizando o retorno permanecem sem esclarecimento público, de acordo com o G1.
Investigação por fraude em concursos Xavier havia sido afastado do comando da Polícia Civil em março, com o objetivo explícito de evitar possíveis interferências na apuração conduzida pela PF.
A medida cautelar de afastamento foi determinada em 30 de março pela Justiça Federal e, em 15 de junho, a 16ª Vara Federal da Paraíba prorrogou o afastamento por mais 60 dias .
A Justiça Federal aponta que Xavier é suspeito de pressionar integrantes da família responsável pelo esquema para obter vantagens ilícitas e favorecer familiares em concursos públicos, com base em depoimentos de colaboração premiada e interceptações telefônicas.
A investigação, batizada de Operação Gabarito Final, apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de fraudar concursos públicos por meio de acesso antecipado a informações das provas, e envolve um certame realizado pelo Cebraspe para o preenchimento de 300 vagas nos cargos de agente e escrivão da própria Polícia Civil de Alagoas.
Xavier nega participação.
Repercussão e próximos passos O retorno ao cargo não representa o encerramento do caso.
O MPF-PB que Xavier permanece investigado e que a apuração segue seu curso independentemente da liminar obtida.
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