Há quase 50 anos, seu nascimento parecia impossível. Hoje, milhões devem a ela uma revolução médica
Louise Brown nasceu como qualquer outro bebê, chorando em uma sala de hospital no norte da Inglaterra.
O que havia acontecido antes de seu nascimento, porém, não tinha precedente.
Em 25 de julho de 1978, ela se tornou a primeira pessoa concebida por fertilização in vitro a nascer com vida .
Naquele momento, uma técnica experimental deixou de ser apenas uma aposta científica e passou a oferecer uma possibilidade concreta para pessoas que não conseguiam ter filhos.
Seus pais, Lesley e John Brown, tentavam engravidar havia nove anos.
Uma obstrução nas trompas de Falópio de Lesley tornava a concepção natural inviável.
Em novembro de 1977, ela aceitou participar de um procedimento desenvolvido por Patrick Steptoe, Robert Edwards e Jean Purdy.
O óvulo foi retirado, fertilizado fora do corpo e, depois, transferido para o útero.
Louise não foi concebida em uma “proveta”, como repetiria a imprensa, mas em uma placa de Petri.
A técnica carregava uma dimensão quase desconcertante para a época.
Pela primeira vez, parte do processo da concepção humana podia acontecer fora do corpo e sob observação de pesquisadores.
Jean Purdy foi a primeira integrante da equipe a identificar a divisão das células do embrião de Louise.
O nascimento ocorreu por cesariana no Hospital Geral de Oldham.
Louise pesava 2,608 quilos.
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