Proposta do mínimo de 2027 pode elevar despesas do governo em R$ 49,6 bi
A proposta do novo salário mínimo tem potencial de elevar as despesas do governo em cerca de R$ 49,6 bilhões.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027 será enviado ao Congresso Nacional com o salário mínimo de R$ 1.741.
Será um aumento de R$ 120 em comparação ao mínimo de 2026 , que está em R$ 1.621.
É um reajuste nominal de 7,4% e ganho real — acima da inflação — de 2,4%.
A proposta está de acordo com as regras do arcabouço fiscal, que limita o ganho real a 2,5%.
Leia Mais "Prévia da inflação": IPCA-15 cai 0,40% em agosto puxado por habitação Análise: Estabilidade do mercado reflete incertezas CVM decide a favor de obrigatoriedade de OPA sobre Oncoclínicas O impacto do aumento do salário mínimo nas contas públicas consta no PLDO 2027 (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias), que estabelece as bases do Orçamento do ano que vem.
Segundo o documento enviado pelo governo ao Congresso em abril, cada R$ 1 de aumento no salário mínimo gera um incremento de R$ 413,2 milhões nas despesas do governo.
Sendo assim, ao aumentar o salário mínimo em R$ 120, cria-se uma despesa obrigatória de cerca de R$ 49,6 bilhões.
Caso aprovado pelo Congresso, o reajuste vai impactar os pagamentos previdenciários do INSS, seguro-desemprego e abono salarial, uma vez que o valor dos benefícios não pode ser inferior ao salário mínimo.
O valor de R$ 1.741 é apenas uma previsão, pois o cálculo final do salário mínimo considera dois indicadores: o INPC de 12 meses acumulado até novembro do ano anterior e o crescimento da economia de 2 anos anteriores.
O índice será divulgado pelo IBGE somente em dezembro.
Além disso, o PLOA de 2027 precisa ser aprovado pelos deputados e senadores.
O governo federal tem até 31 de agosto para enviar a peça orçamentária ao Congresso Nacional.
O texto deverá ser analisado pela Comissão Mista do Orçamento.
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