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Mineradora é investigada pelo MPT após morte de trabalhador na Bahia

A Tarde ·
Mineradora é investigada pelo MPT após morte de trabalhador na Bahia

A morte de um operador de máquinas de uma mina subterrânea de Pilar em Jaguarari, motivou o Ministério Público do Trabalho (MPT) na Bahia a instaurar um inquérito para investigar a empresa.O órgão busca apurar as circunstâncias da morte do funcionário da mineradora Ero na mina subterrânea de Pilar, localizada na unidade Caraíba, no centro-norte da Bahia.A vítima, identificada como Ronaldo, de 45 anos, trabalhava, há mais de dez anos na empresa, como operador de máquinas.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa, sofreu um acidente enquanto operava uma motoniveladora na noite de sábado, 23.O trabalhador recebeu os primeiros atendimentos da equipe de resgate da própria empresa e foi encaminhado para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.

A apuração busca esclarecer as causas do acidente, identificar possíveis responsabilidades da empresa e verificar se as normas de saúde e segurança do trabalho foram cumpridasMPT vai apurar condições de segurança na minaDurante a investigação, o MPT deverá solicitar informações aos órgãos responsáveis pela análise técnica do acidente, incluindo a Superintendência Regional do Trabalho na Bahia (SRT-BA), responsável pela fiscalização do cumprimento da legislação trabalhista e das normas de segurança e saúde ocupacional.A intenção é reunir elementos que permitam esclarecer a dinâmica do acidente e verificar se as medidas preventivas exigidas para atividades de mineração subterrânea foram adotadas.Ero suspendeu atividades após acidenteApós a morte do funcionário, a direção da Ero Copper Corp anunciou a paralisação da produção por 24 horas na unidade Caraíba.

A suspensão incluiu as minas de Pilar, Vermelhos e Surubim, enquanto os serviços considerados essenciais foram mantidos.Em nota, a empresa informou que está prestando assistência aos familiares do trabalhador e colaborando com as investigações.

Ronaldo fazia parte do quadro de funcionários desde 2012 e deixou esposa e duas filhas.O inquérito do MPT deverá avaliar se eventuais falhas nas condições de trabalho ou o descumprimento de normas de segurança contribuíram para o acidente fatal.Em 2024, a empresa registrou um outro caso de acidente no trabalho.

Adriano Bezerra de Lima, de 39 anos, morreu quando operava em uma mina em Jaguarari, no norte da Bahia.

Na época, a morte foi confirmada pela EroBrasil Caraíba.

O trabalhador atuava no local desde 2008 e deixou esposa e três filhos.Mineradora tem histórico de irregularidadesEm 2024, a exploração de cobre pela EroBrasil Caraíba, no distrito de Pilar, em Jaguarari, esteve associada a uma sequência de tremores que preocupou moradores.

Naquele ano, foram registrados 41 abalos com magnitude superior a 1,5, segundo o levantamento citado à época.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.

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