Mendonça promete conduzir casos Master e INSS com imparcialidade e quer evitar erros da Lava Jato
O ministro do STF e futuro vice-presidente do TSE, André Mendonça Alejandro Zambrana/Secom/TSE O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou nesta sexta-feira (14) que a atuação do Judiciário em casos de grande repercussão deve ser pautada pela imparcialidade e pela confiança da sociedade nas instituições.
Relator no STF dos inquéritos do Banco Master e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Mendonça disse que o caso que envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro é um dos mais emblemáticos da atualidade e destacou que é necessário “ter consciência do papel do juiz” e analisar os fatos de forma imparcial.
As declarações foram dadas ao IterCast, novo podcast do instituto Iter, fundado por ele.
Na entrevista, Mendonça afirmou que pretende conduzir os casos com rigor técnico e respeito às garantias constitucionais, de forma a evitar questionamentos semelhantes aos que marcaram a Operação Lava Jato.
“Meu papel é ser imparcial.
Acho que esse é o meu papel.
E o quanto mais eu me mantiver nesse eixo, eu acho que eu vou corresponder aquilo que a Constituição espera de mim, e por decorrência acho que a própria sociedade”, disse Mendonça.
André Mendonça do STF se reúne com ministro da Justiça e AGU O ministro defendeu ainda a importância do devido processo legal, com contraditório e ampla defesa, ao mesmo tempo em que ressaltou a necessidade de assegurar a apuração e a responsabilização de eventuais ilícitos.
Mendonça também afirmou ser necessário cautela para evitar a politização das investigações, afirmando que a corrupção "não tem cor partidária nem ideologia" e que as decisões judiciais devem ser tomadas com base em critérios técnicos e nas evidências constantes dos autos, sem acobertamentos ou perseguições.
Questionado sobre a perda de confiança da população na Justiça em casos de corrupção, Mendonça disse que o enfrentamento do problema depende tanto da atuação das instituições quanto do comportamento dos cidadãos no dia a dia.
“A corrupção é um problema de todos nós.
E a solução para o problema passa também por todos nós.
Agora, isso não exclui que dos agentes públicos, dos magistrados, inclusive, de modo especial, existe um ônus ou uma demanda qualificada.
A responsabilidade de corresponder a essa relação de confiança que me referi a partir da teoria do agente principal.
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