Fazenda suspende 14 sites de apostas por falhas no envio de dados
O Ministério da Fazenda suspendeu a operação de 14 sites de apostas esportivas após identificar falhas no envio de dados obrigatórios à fiscalização.
A medida atinge seis empresas autorizadas a operar no país e foi adotada como ação cautelar da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), responsável pela regulação do setor.
A decisão determina a interrupção imediata das atividades de apostas nas plataformas.
Os sites, no entanto, devem permanecer acessíveis exclusivamente para que usuários realizem o saque de valores mantidos em conta, além de exibir aviso sobre a suspensão.
“As medidas cautelares determinam a suspensão imediata da oferta de novas apostas pelas empresas.
O acesso dos apostadores às plataformas continua liberado, para que possam sacar os valores já disponíveis em suas contas”, afirmou a SPA.
A medida atinge seis operadoras: Pixbet Soluções Tecnológicas, Zeroumbet Plataforma Digital, Enseada Serviços e Tecnologia, Select Operations, Nexus International e RR Participações e Intermediações de Negócios.
Leia também São Paulo “Meu 1° ato como presidente vai ser acabar com as bets”, diz Zema Brasil Lula reúne ministros para discutir bets e MP da “taxa das blusinhas” Brasil Número de contas excluídas de bets chegou a 5 milhões, diz Durigan Entre as empresas atingidas estão grupos que operam múltiplas marcas, já que cada autorização permite o funcionamento de até três plataformas distintas.
Segundo a pasta, a suspensão foi motivada pelo descumprimento de exigências regulatórias , especialmente relacionadas ao envio de informações operacionais e cadastrais ao sistema de monitoramento do governo.
Casos específicos incluem falhas técnicas na transmissão de dados à SPA e ausência de documentação obrigatória.
A ação ocorre em meio ao esforço do governo para ampliar a fiscalização do mercado de apostas online, que passou a operar sob regras mais rígidas após a regulamentação do setor.
Nos últimos meses, a Fazenda tem intensificado o controle sobre as plataformas, com medidas que incluem bloqueio de sites irregulares, suspensão de licenças e exigência de mecanismos de proteção aos usuários.
Apenas empresas autorizadas podem operar no país, e o descumprimento das regras pode levar a sanções como multas e suspensão das atividades.
A fiscalização ocorre em um momento de crescimento do setor no Brasil, que movimentou cerca de R$ 37 bilhões em 2025.
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