Morre Camila Kfouri, filha do jornalista Juca Kfouri, aos 48 anos: “a maior de todas as dores”
Camila Kfouri, filha do jornalista Juca Kfouri, morreu nesta segunda-feira (26), aos 48 anos.
A morte foi confirmada pelo próprio pai em texto publicado no UOL Esporte e pela artista plástica Rita Wainer, amiga de longa data de Camila, nas redes sociais.
No texto, Juca Kfouri descreveu a perda como “a maior de todas as dores” e relatou que a filha enfrentou uma série de complicações de saúde ao longo da vida, cujas raízes, segundo ele, remontam a um episódio violento que ela presenciou ainda criança.
Conhecida entre amigos e colegas como Cam ou Camiloca, ela construiu uma trajetória profissional diversa.
Psicóloga e psicoterapeuta de formação, trabalhou também na produção da Conspiração Filmes e atuou como DJ de música brasileira.
Segundo Juca Kfouri, a filha “fez de tudo bem” e reuniu ao longo da vida “amigas e amigas em profusão”, além de uma clientela consolidada na área da saúde mental.
O relato de Juca Kfouri Em texto publicado no UOL Esporte, Juca Kfouri escreveu sobre a perda com uma franqueza que comoveu leitores e colegas de imprensa.
“Perdi hoje uma das paixões de minha vida.
Sinto na carne a dor que imaginava ser a maior de todas.
É”, afirmou o jornalista, descrevendo o momento como a concretização de seu maior medo.
Segundo Juca Kfouri, Camila “resolveu ir embora depois de sofrer muito com doenças adquiridas”.
O jornalista listou as condições que a filha enfrentou ao longo dos anos: disfunção de supra-renal, gordura em família longilínia, cirurgia bariátrica, compulsão e neuropatia diabética .
Para ele, cada uma dessas complicações tinha origem em algo que aconteceu muito antes, quando Camila ainda era criança.
O trauma na infância e as sequelas Segundo Juca Kfouri, o ponto de partida para os problemas de saúde de Camila foi um episódio de violência que ela presenciou aos 6 anos: o avô paterno foi alvejado durante um assalto na porta de casa.
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