Natura (NATU3) dispara após anunciar troca de CEO e retorno de executivo
Natura (NATU3) dispara após anunciar troca de CEO e retorno de executivo As ações da Natura ( NATU3 ) estão operando em forte alta nesta segunda-feira (31), chegando a subir 8% na primeira meia hora de negociação, após a companhia divulgar, pela manhã, um fato relevante comunicando a troca do diretor-presidente.
Por volta das 15h, os papéis operavam em alta de 2,52%, a R$ 8,96.
Segundo o comunicado divulgado pela Natura , a decisão foi tomada em reunião do Conselho de Administração no dia 28 de agosto de 2026.
Alessandro Carlucci assume o cargo em 1º de outubro, no lugar de João Paulo Ferreira, que renunciou com efeito após 30 de setembro e se afasta também do conselho e de todos os comitês em que participava.
A transição será conduzida em conjunto pelos dois executivos ao longo de setembro, o que o Conselho descreveu como uma passagem “sem rupturas”.
Carlucci de volta à Natura (NATU3) após 12 anos O novo CEO não é um nome estranho à companhia.
Carlucci comandou a Natura entre 2005 e 2014, acumulando 25 anos de atuação na empresa, dez deles como presidente.
Formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) com Executive MBA pelo PDG, ele completou também programas executivos no Kellogg’s, no INSEAD e na Wharton.
Após deixar a Natura em 2014, Carlucci construiu trajetória em conselhos de grandes organizações, entre elas Arezzo & Co., Lojas Renner e Avon International, além de ter presidido a World Federation of Direct Selling Associations (WFDSA) entre 2011 e 2014.
Mais recentemente, atuou como presidente do Conselho de Administração da própria Natura &Co, cargo que deixará ao assumir a diretoria-executiva.
Por que o mercado aprovou A reação otimista do mercado reflete a leitura de que Carlucci representa um retorno ao foco no negócio central da Natura, que é a venda direta e expansão no Brasil e na América Latina.
Nos últimos anos, sob João Paulo Ferreira, o grupo concentrou esforços na integração de ativos internacionais como The Body Shop e Avon, posteriormente desinvestidos.
A venda da The Body Shop foi concluída em 2024, e a Avon Internacional passou por separação operacional no mesmo período.
O JP Morgan avaliou a mudança como uma renovação de liderança voltada ao fortalecimento da execução, sem indicar alteração na estratégia da Natura (NATU3).
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