Haddad defende tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres e diz que eles devem arcar com custo
Fernando Haddad durante caminhada no Capão Redondo, em SP Marília Barbosa/g1 O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, defendeu nesta quinta-feira (20) o uso de tornozeleiras eletrônicas por agressores de mulheres que forem liberados enquanto respondem a processos.
Segundo ele, esses homens também deveriam arcar com os custos do equipamento.
"Está faltando tornozeleira no estado, né? E muitos agressores não têm tornozeleira.
Eu acho um absurdo você manter solto.
Uma coisa é prender o agressor, uma prisão preventiva, não existe isso.
Outra coisa é liberar esse agressor, sabendo que ele pode reincidir e não ter nada para proteger [a vítima]", afirmou o petista durante uma caminhada no Capão Redondo, na Zona Sul da capital.
E emendou: "A tornozeleira é um instrumento.
Ou a prisão, a detenção, ou a tornozeleira para proteger a mulher.
Ela tem que saber que o agressor está se aproximando dela com muita antecedência, para ela se prevenir".
Na sequência, Haddad defendeu que o agressor pague pelo equipamento caso permaneça em liberdade durante o processo.
"Se ele quiser ficar solto, ele tem que arcar com os custos de estar liberado enquanto é julgado.
O que eu não me conformo é uma pessoa [o agressor] que continua morando na casa dela [a vítima] ou livre.
Como é que fica a segurança dela nesse caso? Então, acho que nós precisamos aprofundar esse debate na sociedade", finalizou.
Agora no g1 Impeachment de ministro do STF exige cautela Na mesma agenda, Haddad também disse que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão sujeitos à lei, mas defendeu cautela em eventuais processos de impeachment para evitar a politização do Judiciário.
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