Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio reunia mais de 200 bolsistas fantasmas
Auditoria do governo Ricardo Couto na Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio (Pesagro-Rio) revelou mais de 200 bolsistas “fantasmas” no órgão.
De acordo com o Palácio Guanabara, dos 209 contratados, apenas cinco “tinham atuação técnica diretamente vinculada a projetos de pesquisa agropecuária nos centros da instituição”.
O restante, afirma o governo, não trabalhava efetivamente ne empresa de pesquisa.
Os vínculos desses bolsistas foram encerrados, e todos estão sendo convocados a prestar esclarecimentos.
As bolsas variavam entre 4 mil e 15 mil reais.
Desde maio de 2025, o gasto com esse pessoal da Pesagro foi de cerca de 4,7 milhões de reais.
Os bolsistas faziam parte de três iniciativas: o Projeto de Apoio à Defesa Agropecuária, o Programa Agricultura Social e o Programa Lab Solos.
A auditoria levantou que os valores pagos começaram a aumentar em maio de 2025, quando totalizaram R$ 143 mil.
O ápice, no entanto, ocorreu em dezembro de 2025, quando ultrapassaram 1 milhão de reais.
O governo enviou o relatório sobre a situação encontrada ao Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) e ao Ministério Público do Estado (MPRJ).
Continua após a publicidade Projeto “fantasma” O estado divulgou que até mesmo um dos projetos não existia – o de Apoio à Defesa Agropecuária -, fora do escopo de iniciativas da Pesagro.
Já o Programa Agricultura Social envolve eventos itinerantes ligados à Secretaria de Desenvolvimento Social, enquanto o Programa Lab Solos tem relação com o laboratório de análises de solos localizado no município de Itaperuna.
Este último é responsável, principalmente, por estudos voltados às regiões Norte e Noroeste, embora também atenda demandas de outras partes do estado.
Economia de 1 milhão em um mês Com o pente-fino na Pesagro, a economia no primeiro mês sob nova gestão foi de mais de 1 milhão de reais.
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