Brasil concentra 40% do investimento estrangeiro da AL, mas fica em 7º em ranking de residência
O Brasil concentrou 40% de todo o Investimento Estrangeiro Direto (IED) destinado à América Latina em 2025, somando US$ 77,67 bilhões, segundo o relatório "Programas de Migração por Investimento na América Latina: Uma Análise Comparativa", da consultoria Global Citizen Solutions.
O número faz do país o maior captador de capital externo da região entre os 11 mercados avaliados.
A liderança em fluxo de capital, porém, não se traduziu em atratividade dos programas de residência por investimento.
No ranking combinado do estudo, que avalia velocidade de processamento, atratividade fiscal, flexibilidade de investimento e liberdade de presença, o Brasil ficou em sétimo lugar, com 67,1 pontos.
O Panamá liderou (84,4), seguido de Paraguai (80,1) e República Dominicana (77,7).
Em uma medida distinta, o Global Passport Index 2026, o país aparece em primeiro como destino de investimento, com 43,9 pontos, à frente de Panamá (43,5) e Costa Rica (42,8).
Tecnologia e IA puxam os aportes O estudo atribuiu o volume de IED a uma migração para infraestrutura de tecnologia e inteligência artificial.
Entre os aportes citados estão os US$ 2,7 bilhões da Microsoft em nuvem e IA e a escolha do Brasil pela Alibaba Cloud para seu primeiro data center na América Latina.
Fusões e aquisições e concentração de riqueza O mercado de fusões e aquisições registrou mais de 1.800 transações em 2025, movimentando cerca de US$ 58 bilhões, de acordo com o levantamento.
O país abrigaria hoje 386 mil milionários em dólares, a maior concentração de indivíduos de alto patrimônio da região.
Regras de entrada mais baratas que as dos vizinhos O relatório apontou que o Brasil pratica exigências moderadas para o investidor estrangeiro: o acesso à residência começa em US$ 30 mil na rota de inovação e tecnologia, US$ 100 mil na constituição de empresas e US$ 125 mil no setor imobiliário.
O Uruguai, em comparação, cobraria US$ 2 milhões para benefício fiscal integral, e o Panamá partiria de US$ 300 mil em imóveis.
A permanência física exigida no Brasil seria de apenas 30 dias por ano na residência temporária, contra 180 dias na Colômbia e no Chile.
A naturalização sairia em quatro anos, ou três para aportes imobiliários acima de US$ 200 mil, e o passaporte brasileiro daria acesso sem visto a 177 destinos, empatado com o do Chile como o mais forte entre os países analisados.
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