Google investe US$ 15 bilhões em centros de dados na Europa
O Google anunciou um investimento de US$ 15 bilhões na Finlândia, o maior já realizado pela empresa em solo europeu.
O projeto prevê a construção de três novos centros de dados e a expansão de uma unidade já existente, com obras com início previsto para 2027.
Segundo o Tech Radar , a iniciativa também inclui um acordo com a empresa nórdica de energia Fortum para uso da usina nuclear de Loviisa, que fornecerá até 50% de sua capacidade de geração ao projeto até 2050.
A usina, de origem soviética, tem mais de 45 anos de operação e responde por 10% da matriz elétrica finlandesa.
Ao todo, o projeto deve gerar cerca de 37 mil empregos e contribuir com €3,6 bilhões ao produto interno bruto (PIB) do país por ano, segundo estimativas do próprio Google.
A infraestrutura construída vai sustentar serviços como o chatbot de inteligência artificial (IA) Gemini, o Google Search, o Google Maps e o YouTube.
Leia mais: Diageo lança selo antifraude para bebidas e combate falsificação de produtos Novos centros de dados na Finlândia Os três novos centros de dados serão erguidos nas cidades de Kajaani, Muhos e Vaala.
A unidade existente em Hamina, adaptada a partir de uma antiga fábrica de papel em 2009, também será ampliada.
A Alphabet , controladora do Google, afirma que o investimento vai além da infraestrutura técnica.
A empresa diz que o projeto apoiará “iniciativas de energia limpa e fundos dedicados à natureza e à comunidade para sustentar a biodiversidade local, a educação, a pesquisa e o desenvolvimento da força de trabalho”.
Ruth Porat , presidente e diretora de investimentos da Alphabet e do Google, afirma que “o Google se orgulha de aprofundar suas raízes na Finlândia” e que “este investimento sublinha o compromisso do Google de expandir nossa presença de forma responsável, combinando a ampliação de nossa infraestrutura técnica com nova capacidade de energia, melhorias na rede elétrica e iniciativas de acessibilidade energética”.
Energia nuclear para sustentar a IA O uso da usina de Loviisa ilustra como infraestruturas energéticas existentes podem suprir a crescente procura de centros de dados voltados para serviços de cloud e IA.
O acordo com a Fortum garante a continuidade operacional da usina no longo prazo.
O primeiro-ministro finlandês Petteri Orpo afirma que “a decisão do Google é um testemunho claro de nossos pontos fortes” e que “o valor da economia de dados vai muito além do investimento direto, estimulando inovação, pesquisa e desenvolvimento”.
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