Modernizar sem substituir completamente: qual é o papel dos sistemas legados e como orquestra-los com novas tecnologias
Em junho deste ano, a Gartner fez uma previsão que deveria chamar a atenção de qualquer CIO.
Mais de 70% dos projetos de saída de mainframe iniciados neste ano não conseguirão entregar os benefícios pretendidos.
Entre as razões apontadas está a superestimação da capacidade de ferramentas de inteligência artificial generativa para transformar e migrar códigos legados extremamente complexos.
Leia também: Crédito com consultoria eleva adimplência em 31% segundo o Sebrae O problema, porém, vai além da tecnologia.
Uma decisão equivocada de migração pode não apenas elevar custos, mas comprometer a própria continuidade operacional.
O dado me parece especialmente relevante porque confronta uma ideia que acompanhou boa parte da transformação digital nas últimas décadas, que é a de que modernizar significa substituir.
Durante anos, criamos quase uma associação automática entre legado e obsolescência.
Cloud, novas plataformas e inteligência artificial passaram a representar o futuro.
Na prática, operações complexas raramente permitem uma divisão tão simples.
Existem sistemas desenvolvidos há 20 ou 30 anos que continuam processando milhões de transações com enorme confiabilidade e carregam regras de negócio construídas e aperfeiçoadas durante décadas.
Ao mesmo tempo, existem aplicações recém-implantadas que aumentam a fragmentação, criam novas dependências e elevam o custo operacional.
Por isso, acredito que precisamos separar a tecnologia antiga e a tecnologia inadequada.
Elas não são, necessariamente, a mesma coisa.
A pergunta mais importante para um CIO deveria ser “esses sistemas ainda cumprem bem sua função dentro da arquitetura que queremos construir?”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em itforum.com.br — o conteúdo pertence a IT Forum.