quarta-feira, 28 de outubro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Economia

Após tombo, BTG e XP divergem sobre ações de educação

UOL Economia ·
Após tombo, BTG e XP divergem sobre ações de educação

A forte queda das ações de empresas de educação após o segundo turno das eleições abriu oportunidades de compra ou antecipou dificuldades que ainda podem aparecer nos resultados? XP e BTG Pactual chegaram a conclusões diferentes. Enquanto a XP considera a reação exagerada e vê preços atraentes, o BTG recomenda evitar o setor diante do risco de piora dos lucros.

A divergência aparece em relatórios divulgados após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para a XP, parte dos riscos já está refletida nas cotações, e a geração de caixa das companhias pode sustentar uma recuperação. O BTG, por outro lado, considera que juros elevados e uma economia mais fraca ainda podem prejudicar a entrada de alunos, o pagamento das mensalidades e os resultados financeiros.

XP considera que a queda das ações foi exagerada. Em relatório de Gustavo Tiseo, divulgado na segunda-feira (26), a corretora calcula que as empresas de educação acompanhadas pela casa perderam aproximadamente 37% de seu valor na Bolsa naquele pregão. Na avaliação do analista, os preços passaram a oferecer uma relação mais atraente entre risco e retorno."Embora o setor continue sensível às condições macroeconômicas, a geração de caixa atual permanece atraente", afirma Tiseo.

Empresas ainda apresentam capacidade relevante de gerar dinheiro. A XP estima que o fluxo de caixa livre projetado para as companhias corresponda, em média, a aproximadamente 21% de seu valor de mercado. O indicador compara o dinheiro que sobra após os investimentos com o preço atribuído às empresas na Bolsa. Não significa, porém, que esse percentual será distribuído aos acionistas.

Melhorias operacionais podem sustentar uma recuperação. Segundo a XP, parte da geração de caixa decorre de mudanças estruturais realizadas pelas empresas, e não apenas de condições favoráveis da economia. Isso poderia ajudar a preservar os resultados mesmo diante de um ambiente mais difícil.

Vitru passou a ser a principal escolha da XP no setor. A corretora espera que a companhia gere R$ 234 milhões em caixa no terceiro trimestre. O destaque reflete a combinação de maior previsibilidade dos resultados, capacidade de geração de recursos e preço considerado atraente após a queda das ações.

Otimismo não se estende a todas as empresas. A XP alerta que um resultado trimestral mais fraco pode pressionar as ações da Cogna no curto prazo. Também mantém cautela com o endividamento da Ânima, que aumenta a exposição da companhia aos juros elevados.

BTG vê risco de piora dos resultados nos próximos trimestres. Em relatório divulgado na terça-feira (27), Samuel Alves, Maria Resende e Marcel Zambello reconhecem que algumas ações caíram mais do que seria explicado apenas pelo aumento dos juros. O banco considera, porém, que os investidores ainda precisam levar em conta uma possível deterioração dos lucros.

Evitaríamos exposição às ações de educação por ora. BTG Pactual, em relatório

Juros altos podem afetar empresas e estudantes. Para as companhias, o custo maior dos empréstimos aumenta as despesas financeiras.

Ler a notícia completa no UOL Economia ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

Mais de UOL Economia

Ver tudo ›

Mais em Economia

Ver tudo ›