Médico indiciado por morte de menino picado por escorpião é afastado de atendimento no interior de SP
Médico indiciado por morte de menino picado é afastado de atendimento no interior de SP O médico Augusto Fortunato de Godoi, indiciado pela morte de Bernardo de Lima Mendes, de 3 anos, após ser picado por um escorpião em março deste ano, foi afastado do atendimento da rede municipal pela prefeitura de Conchal (SP).
A administração disse que a descontinuidade do vínculo foi adotada após o término do inquérito, mas não divulgou a data da medida.
De acordo com o inquérito da Polícia Civil, Augusto foi indiciado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) após o delegado Luís Henrique Lima Pereira, responsável pela investigação do caso, identificar que os protocolos para o atendimento da criança não foram seguidos.
Em depoimento à Polícia Civil, Augusto disse que não sabia da existência de um protocolo de atendimento para acidentes com escorpiões em crianças com menos de 10 anos.
Procurada pelo g1, a defesa do médico informou que há "plena certeza de sua inocência".
LEIA TAMBÉM: Entenda por que a polícia indiciou médico por homicídio após morte de menino picado por escorpião 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Afastamento do médico Questionada pelo g1 e pela EPTV, afiliada da TV Globo, a prefeitura de Conchal confirmou que Augusto Fortunado de Godoi não presta mais serviços em nenhuma unidade pertencente à administração direta da rede de saúde do município.
O profissional atuava na área de psiquiatria no Centro de Especialidades Médicas de Conchal (CEMEC).
"Foi adotada a descontinuidade do vínculo de prestação de serviços no âmbito da competência administrativa do município. [...] A descontinuação do vínculo foi adotada ao tomar conhecimento do relatório final do inquérito, no âmbito da competência administrativa municipal", afirmou.
A decisão, de acordo com a prefeitura, foi tomada com fundamento nos princípios da prudência administrativa, da supremacia do interesse público e da precaução, com "o objetivo de resguardar a adequada prestação dos serviços públicos de saúde e a confiança da população enquanto permanecem em apuração os fatos relacionados ao caso".
A prefeitura disse que a medida não representa antecipação de juízo de culpabilidade ou reconhecimento de responsabilidade criminal do profissional, considerando que o inquérito policial possui natureza investigativa e que eventual responsabilidade penal será submetida às instâncias competentes.
"O indiciamento policial não constitui condenação criminal nem juízo definitivo de culpabilidade, cabendo ao Ministério Público a análise dos elementos produzidos no inquérito e ao Poder Judiciário a apreciação de eventual responsabilidade penal e das medidas cautelares submetidas à sua apreciação", afirmou a administração municipal.
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