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Análise: “aventura” de Trump ameaça iniciar crises além da região do Irã

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Análise: “aventura” de Trump ameaça iniciar crises além da região do Irã

Quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciou sua guerra contra o Irã, ele a descreveu como uma “incursão” que duraria apenas algumas semanas.

Seis meses depois, o conflito tornou-se um pesadelo para quase todos os que estão, ainda que remotamente, envolvidos nele.

Tem sido um desastre para o povo iraniano, para as milhões de pessoas que vivem em outras partes do Oriente Médio e para os consumidores de todo o mundo que enfrentam custos mais elevados.

Análise: O que se sabe sobre a visita do chefe da CIA à Rússia Irã fixa condições para reabertura de Ormuz, diz autoridade iraniana Irã diz ter restaurado 40% da capacidade de campo de gás atacado por Israel No entanto, os objetivos de guerra de Trump permanecem não alcançados, embora as metas continuem mudando: da exigência inicial de rendição total do Irã, mudança de regime e abandono das ambições nucleares da República Islâmica, para exigências mais recentes — e mais modestas — de reabertura do Estreito de Ormuz e contenção do programa nuclear de Teerã.

Mas as consequências imprevistas da guerra estenderam-se muito além do Oriente Médio, afetando a segurança global, diminuindo a posição dos EUA no cenário mundial e potencialmente oferecendo aos seus adversários uma oportunidade de expandir sua influência.

Enquanto o governo Trump concentra todas as suas energias na tentativa de sair da crise autoinfligida no Irã, ele perdeu de vista outros potenciais pontos críticos globais nos quais os EUA estão envolvidos há muito tempo, incluindo Ucrânia, Taiwan, Mar do Sul da China e as Coreias.

Desde a decisão do presidente norte-americano de reduzir a escala dos exercícios militares conjuntos anuais com a Coreia do Sul e retirar o único porta-aviões americano do Pacífico Ocidental, até a escassez crítica de interceptadores de mísseis balísticos na Ucrânia, muitos dos efeitos geopolíticos e de segurança mais significativos da guerra podem acabar sendo sentidos muito além do Oriente Médio — e ainda não se materializaram totalmente.

Emily Harding, vice-presidente do CSIS (Departamento de Defesa e Segurança do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais), afirmou que, embora nenhum dos potenciais pontos críticos tenha evoluído para uma crise em grande escala até o momento, há bons motivos para preocupação.

“É o tipo de situação em que os adversários globais observam o cenário, aprendem mais sobre como os EUA reagem em determinados momentos e incorporam isso ao seu planejamento.

Mas ainda não vimos ninguém tirar proveito disso”, disse Harding.

“Trata-se mais de um enfraquecimento de certas bases do que de ver, de fato, a estrutura começar a balançar”, completou ela.

Ucrânia e Rússia Os ataques dos EUA e de Israel desencadearam uma retaliação furiosa de Teerã.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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