sábado, 29 de agosto de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Cebola na grelha quente funciona? O truque que ajuda a soltar gordura Empresa francesa de computação quântica dispara em estreia na Nasdaq Avanços robóticos sem precedentes da China mostram limites da velocidade humana Tencent lança novo modelo de IA de código aberto para tarefas de programação e pesquisa Gigantes da tecnologia pedem resposta mundial contra ameaças à IA Meta é denunciada por publicidade abusiva em escolas de SP Sony e Warner processam Anthropic por uso de músicas em IA Claude Audiência de conciliação entre Discord e Justiça é marcada para dia 2 Unico x Serasa: perícia enfraquece caso do 'maior roubo de dado do Brasil' Armário com cheiro de mofo? Veja como eliminar o odor e evitar que volte Cebola na grelha quente funciona? O truque que ajuda a soltar gordura Empresa francesa de computação quântica dispara em estreia na Nasdaq Avanços robóticos sem precedentes da China mostram limites da velocidade humana Tencent lança novo modelo de IA de código aberto para tarefas de programação e pesquisa Gigantes da tecnologia pedem resposta mundial contra ameaças à IA Meta é denunciada por publicidade abusiva em escolas de SP Sony e Warner processam Anthropic por uso de músicas em IA Claude Audiência de conciliação entre Discord e Justiça é marcada para dia 2 Unico x Serasa: perícia enfraquece caso do 'maior roubo de dado do Brasil' Armário com cheiro de mofo? Veja como eliminar o odor e evitar que volte
Últimas

Cigarro a US$ 140: contrabando vira negócio milionário em Gaza

UOL Notícias ·
Cigarro a US$ 140: contrabando vira negócio milionário em Gaza

O contrabando de cigarros, remédios, combustível e eletrônicos para Gaza movimenta milhões de dólares sob as restrições impostas por Israel, segundo investigação da Associated Press.

Mercadorias proibidas ou limitadas entram no território por redes que envolvem comerciantes, motoristas e intermediários israelenses e palestinos. Documentos judiciais israelenses e fontes ouvidas pela agência indicam que propinas alcançam soldados, trabalhadores de depósitos e outros envolvidos dos dois lados da fronteira.

Cigarros e produtos de tabaco estão entre os itens mais rentáveis para os contrabandistas. Moradores relatam que um maço chegou a custar US$ 140 recentemente e ultrapassou US$ 1.000 durante o bloqueio total imposto por Israel.

Hospitais recorrem ao mercado ilegal para obter medicamentos e equipamentos, enquanto órgãos públicos buscam combustível e peças de reposição. Comerciantes também levam baterias, painéis solares, iPhones e alimentos para atender à demanda no território.

O Exército israelense afirma que trata o contrabando ?muito seriamente? e trabalha para impedi-lo. A corporação diz que eventuais suspeitas contra militares são investigadas e tratadas conforme a lei.

Israel controla a entrada de alimentos, ajuda humanitária e mercadorias em Gaza desde o início da guerra contra o Hamas, em outubro de 2023. Doze grandes comerciantes receberam permissão para importar produtos comerciais, mas o conteúdo das cargas precisa de aprovação israelense.

Autoridades israelenses classificam cerca de 150 categorias de produtos como de ?uso duplo?, por poderem ter emprego militar. A lista inclui concreto, asfalto, tubos de aço e tábuas de madeira, embora alguns itens, como geradores e aparelhos de raio-X, tenham entrado sob monitoramento.

Grande parte das cargas legais passa pela travessia de Kerem Shalom, no sul de Gaza, onde caminhões são inspecionados. Contrabandistas usam essa rota e trajetos militares, conforme comerciantes e documentos judiciais, além de esconder mercadorias em caminhões comerciais e, em alguns casos, em cargas humanitárias.

O governo de Gaza, liderado pelo Hamas, recebe parte do valor de mercadorias contrabandeadas, de acordo com comerciantes e autoridades palestinas. Mohammad Barbakh, do Ministério da Economia palestino em Gaza, disse que a cobrança pode chegar a 20% do preço declarado e a 80% quando autoridades descobrem itens não informados.

Dois altos funcionários da administração do Hamas estimaram em até US$ 100 milhões o total arrecadado sobre produtos ilegais desde o cessar-fogo de outubro. Ismail al-Thawabta, do escritório de imprensa do governo, afirmou que os recursos vão para serviços públicos e salários, e não para a ala militar do Hamas.

Acusações apresentadas por promotores israelenses desde o fim de 2025 mostram operações que renderam milhões de dólares. Em um caso, quatro israelenses foram acusados de pagar cerca de US$ 120 mil a um reservista para transportar 6.000 maços de cigarro em veículo militar.

Os custos do transporte ilegal chegam ao consumidor em um território onde a guerra deslocou a maior parte dos 2 milhões de habitantes.

Ler a notícia completa no UOL Notícias ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

Mais de UOL Notícias

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›