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Formação reúne 45 professores Yanomami em nova etapa de curso para educação indígena em Roraima

Folha de Boa Vista ·
Formação reúne 45 professores Yanomami em nova etapa de curso para educação indígena em Roraima

Curso promovido pela Seed, por meio do Ceforr, reúne 45 docentes de comunidades Yanomami e trabalha práticas pedagógicas, língua, cultura e gestão escolar (Foto: Ascom/Seed) Quarenta e cinco professores que atuam em escolas do território Yanomami participam, desde esta segunda-feira (24), da quinta etapa do Curso de Magistério Indígena Yarapiari, em Boa Vista.

A formação segue até 5 de setembro e busca aprimorar práticas de ensino considerando as características culturais e linguísticas das comunidades atendidas.

Participam da etapa docentes dos povos Xirixana, Xiriana e Ninã.

As aulas ocorrem nos períodos da manhã, tarde e noite e incluem disciplinas como Didática Geral e Escolarização Indígena, Metodologia da Alfabetização em Língua Indígena, História da Educação Escolar Indígena, Linguística, Sociologia e Educação, Cultura e Arte.

O curso é realizado pelo Governo de Roraima, por meio da Seed (Secretaria de Educação e Desporto) e do Ceforr (Centro de Formação dos Profissionais da Educação de Roraima).

A proposta é relacionar a formação pedagógica às realidades encontradas pelos professores dentro das comunidades.

Para a diretora do Ceforr, Stela Damas, um dos principais desafios da formação está nas diferenças linguísticas e culturais entre os povos Yanomami e a sociedade não indígena.

“É sempre um desafio muito grande trabalhar com os povos do território Yanomami, primeiro por conta das questões linguísticas, que é um povo que não tem o Português como a primeira língua, e depois por conta mesmo dessa cosmovisão.

Trazer um pouco desse universo deles para nós e o nosso para eles é sempre muito desafiante, mas estamos felizes que eles chegaram”, afirmou.

Formação O Yarapiari, palavra que significa “Sabiá” na língua Yanomami, é dividido em oito etapas e possui carga horária total de 2,3 mil horas.

A formação é voltada a profissionais que trabalham diretamente nas escolas das comunidades indígenas.

Além das aulas, os participantes recebem hospedagem e alimentação durante a permanência em Boa Vista.

O Ceforr disponibiliza ainda um redário para acomodação em redes, estrutura pensada para atender aos costumes e às necessidades dos participantes.

Segundo Stela, a alimentação também é adaptada às características dos grupos indígenas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhabv.com.br — o conteúdo pertence a Folha de Boa Vista.

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