Ministério da Saúde passa a recomendar vacina contra HPV a crianças vítimas de violência sexual a partir dos 2 anos
Vacina contra HPV é oferecida para adolescentes entre 15 e 19 anos no RN Instituto Butantan/Divulgação O Ministério da Saúde recomendou ampliar a vacinação contra o HPV para crianças vítimas de violência sexual a partir dos 2 anos.
Até agora, a indicação específica para esse grupo começava aos 9 anos e ia até os 45.
A nova orientação alcança uma faixa etária em que os registros de violência sexual cresceram de forma acentuada nos últimos anos.
Segundo dados do Atlas da Violência 2026, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e citados pelo Ministério da Saúde na nota técnica, as notificações entre crianças de 0 a 4 anos passaram de 1.671, em 2014, para 7.845, em 2024 —mais de quatro vezes o número registrado uma década antes.
Pela recomendação, meninos e meninas vítimas de violência sexual poderão receber uma dose da vacina quadrivalente contra o HPV após avaliação do serviço ou do profissional de saúde responsável pelo atendimento.
A indicação começa aos 2 anos.
A vacina, porém, não é capaz de eliminar uma eventual infecção pelo HPV adquirida durante o abuso.
Seu papel é proteger contra tipos do vírus aos quais a criança ainda não tenha sido exposta e reduzir o risco de infecções em exposições futuras.
“A vacinação em casos de estupro e violência sexual não é uma profilaxia pós-exposição.
É uma profilaxia para as próximas exposições”, explica Mônica Levi, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
Vanguarda Comunidade: Programa de hoje fala sobre vacina contra o HPV Qual a indicação A dose indicada após um episódio de violência sexual terá um tratamento diferente da vacinação prevista no calendário para a população em geral.
Se a criança receber a vacina antes dos 9 anos, essa aplicação não será considerada parte do esquema básico.
Quando chegar à idade da vacinação de rotina, deverá ser imunizada novamente de acordo com o calendário vigente.
Já no caso de uma criança que tenha sido previamente vacinada contra o HPV, a ocorrência de violência sexual não gera indicação automática de uma nova dose.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.