Nova vistoria do MP mostra que erosões e infiltrações seguem no viaduto da UFMS
Após nova vistoria, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) reforçou que persistem problemas no viaduto da Rua Trindade, sobre a Avenida Costa e Silva, ao lado da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande.
O relatório do Daex (Departamento Especial de Apoio às Atividades de Execução) foi anexado em 12 de agosto à ação civil pública sobre segurança em edificações que tramita há quase um ano na 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos.
O processo pede que a Prefeitura de Campo Grande faça conservação da estrutura.
“Embora o município tenha promovido parte dos serviços informados em sua contestação, a nova vistoria realizada pelo Daex demonstrou que as medidas executadas não foram suficientes para sanar integralmente as irregularidades que motivaram o ajuizamento da presente ação civil pública”, afirma a promotora Luz Marina Borges Maciel Pinheiro.
Em outubro do ano passado, a administração municipal apresentou relatório comunicando a realização de reparos em calçadas, trincas nas lajes sob a calçada, guarda-corpos e buzinotes, que são pequenos tubos embutidos na estrutura para escoar rapidamente a água da chuva acumulada na pista, evitando o excesso de peso e a pressão sobre o concreto.
Contudo, a promotora reforça que a vistoria técnica concluiu que permanecem problemas relacionados à manutenção e conservação do viaduto, como insuficiente proteção dos taludes de aterro, persistência de processos erosivos e carreamento de solo, obstrução de dispositivos de drenagem, manutenção de infiltrações na laje do viaduto, deterioração do revestimento asfáltico com exposição da estrutura de concreto e inexistência de guarda-corpos em locais que apresentam risco de queda para pedestres.
O pontilhão, com 46 metros de extensão e 25 metros de largura, fica localizado ao lado do Estádio Pedro Pedrossian, na divisa das regiões urbanas do Bandeira e Anhanduizinho.
A vistoria foi realizada em 13 de maio.
“Trata-se de equipamento público de grande relevância para a mobilidade urbana e para a segurança da coletividade, cuja adequada preservação constitui dever inerente à Administração Pública”, diz a promotora.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande e aguarda retorno.
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