Por que os EUA já não entusiasmam tanto os talentos científicos chineses
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Na disputa pela supremacia científica e tecnológica, essa pergunta é a que mais se destaca. Não faz muito tempo, a resposta era uma só: os Estados Unidos , e embora continuem sendo o principal destino mundial para os cientistas mais ambiciosos, a combinação de cortes de verba , políticas restritivas de imigração e desconfiança em relação aos nascidos na China está comprometendo essa vantagem justo quando os asiáticos, apesar das próprias falhas graves, está se tornando uma alternativa cada vez mais viável.
O apelo dos dois países ficou claro em dois eventos recentes: entre os quatro vencedores da Medalha Fields 2026 , uma das maiores honrarias da matemática, estavam dois estudiosos chineses que vieram para os EUA para estudos avançados, e não só se destacaram como continuam no Ocidente .
Além disso, temos o caso de Zhilin Yang. Como muitos conterrâneos, ele veio para os EUA fazer pós-graduação, mas em vez de ficar, voltou para casa para fundar a Moonshot AI —e em julho, a empresa lançou um modelo de IA de código aberto impressionante, o Kimi K3, que chega perto do desempenho dos melhores modelos norte-americanos, a um custo menor.
Quando concluiu o doutorado pela Carnegie Mellon, em 2019, não lhe faltaram oportunidades, mas ele disse a Ruslan Salakhutdinov, professor de ciência da computação e seu orientador, que já tinha decidido abrir uma empresa em seu país. "Os EUA ainda têm uma vantagem enorme, atraem os melhores profissionais, mas a China vai se tornar mais interessante. Já dá para perceber isso muito bem, principalmente na área de IA."
A China também vem recrutando mais cientistas acadêmicos estrangeiros —como Omar Yaghi, que dividiu o Prêmio Nobel de Química do ano passado e saiu da Universidade da Califórnia em Berkeley para ir para a Universidade de Tsinghua, onde vai liderar um instituto que usa IA para acelerar a descoberta de novos materiais. Desde o ano passado, universidades na porção continental e em Hong Kong receberam pelo menos oito matemáticos de destaque de instituições ocidentais. Um deles é Joshua Zahl, colaborador de Hong Wang, um dos vencedores da Medalha Fields deste ano, que assumiu o cargo de professor em tempo integral na Universidade de Nankai. Ele preferiu não comentar a mudança.
Essas são conquistas significativas para uma nação onde durante muito tempo Tu Youyou foi a única cientista a ter recebido um Prêmio Nobel em uma categoria científica.
"A maior mudança no poder de recrutamento chinês é o dinheiro. Há 20 anos, o que se esperava era que os cientistas de volta do exterior fizessem sacrifícios financeiros em nome do serviço ao país; agora, as universidades locais têm condições de oferecer salários competitivos com os da Europa, além de pacotes de relocação generosos", explicou Dong Jielin, pesquisadora de políticas de ciência e tecnologia na China.
Os dois vencedores chineses, Wang e Yu Deng, entraram na Universidade de Pequim em 2007; o segundo, medalhista de ouro na Olimpíada Internacional de Matemática, entrou direto na faculdade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.