Cientistas testam vacinas para barrar câncer de intestino antes que ele se forme
Pexels/Frank Meriño A médica Stacy Norton tinha apenas 7 anos quando a mãe morreu de câncer de intestino, uma entre várias pessoas da família que tiveram tumores agressivos em idades incomumente jovens.
Décadas depois, Norton arregaçou a manga para ajudar a testar se um novo tipo de vacina poderia protegê-la — e também seus filhos — contra o câncer.
A médica de Houston está entre cerca de 1 milhão de americanos que têm síndrome de Lynch, uma alteração genética herdada de um dos pais que aumenta muito o risco de câncer colorretal e também deixa essas pessoas mais vulneráveis a alguns outros tipos de câncer.
Em geral, elas são orientadas a fazer colonoscopias todos os anos — com uma frequência bem maior do que a recomendada para a população em geral — para identificar e remover lesões pré-cancerosas chamadas pólipos.
Agora, cientistas estão desenvolvendo vacinas que pretendem ir além, ensinando o sistema imunológico a interromper esse processo antes que o câncer de intestino se transforme em um tumor.
Pelo menos três possíveis vacinas contra a síndrome de Lynch estão em desenvolvimento, incluindo duas em fases iniciais de testes clínicos nos Estados Unidos e uma terceira que começa a ser testada no Reino Unido.
Agora no g1 A vacina que Norton ajudou a testar apresentou resultados considerados promissores o suficiente para que o pesquisador responsável, Eduardo Vilar-Sanchez, do MD Anderson Cancer Center, espere iniciar um estudo maior no começo do ano que vem.
“Isso me dá esperança”, disse Norton, de 59 anos, do Houston Methodist Willowbrook Hospital.
Ela já havia sobrevivido a outro câncer causado pela síndrome de Lynch e tem dois filhos, na faixa dos 20 anos, que herdaram a mesma mutação.
Se uma vacina funcionar, “talvez eles não precisem fazer uma colonoscopia todos os anos pelo resto da vida”.
Síndrome de Lynch é causada por uma mutação genética hereditária Todas as pessoas têm genes chamados de reparo de incompatibilidade, que funcionam como uma espécie de corretor para consertar erros no DNA que podem ocorrer quando nossas células se multiplicam.
Na síndrome de Lynch, um desses genes não funciona adequadamente, o que dificulta a capacidade do organismo de impedir o acúmulo de alterações que podem levar ao surgimento de tumores, muitas vezes antes dos 50 anos.
O câncer colorretal é a consequência mais comum.
Na população em geral, o risco de desenvolver a doença ao longo da vida é de cerca de 5%.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.