Haddad critica Datafolha, mas admite que Tarcísio lidera pesquisas petistas
O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que a pesquisa Datafolha divulgada ontem, que aponta o atual governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 18 pontos percentuais de vantagem no primeiro turno , está "esquisita". Apesar das críticas, o petista admitiu que levantamentos internos realizados pelo próprio partido também mostram Tarcísio na liderança, com uma vantagem "razoável".
Haddad disse "respeitar todas as pesquisas", mas reiterou que o levantamento mais recente do Datafolha está "esquisito". Segundo o petista, há quatro candidatos no levantamento que, juntos, somam 9% das intenções de voto, mas que ele próprio não conhece ou não sabe identificar. As declarações foram dadas à imprensa durante evento para lançar o plano de seu governo na área de educação hoje.
No Datafolha [de ontem] tem quatro candidatos que eu não conheço e que, juntos, somam 9% do eleitorado. Esse dado é interessante porque nem mesmo a imprensa sabe os nomes desses candidatos. Fernando Haddad
O petista também afirmou que, entre todas as pesquisas divulgadas até o momento, o Datafolha é o levantamento que "menos se aproxima" dos números obtidos pelo PT em pesquisas internas. "Então eu tenho que levar em conta as minhas pesquisas", ressaltou Haddad. Ele reconheceu, porém, que os levantamentos do partido também apontam Tarcísio à frente, com uma vantagem fora da margem de erro.
Não posso [revelar os dados das pesquisas internas] porque são tracks ... Mas [a diferença] é razoavelmente grande, fora da margem de erro. Mas mesmo assim preciso levar essas pesquisas em consideração. Fernando Haddad
Fernando Haddad também defendeu o voto da esquerda em Simone Tebet (PSB) para uma das vagas de São Paulo ao Senado. A ex-ministra integra a chapa petista ao lado de Marina Silva (Rede), mas enfrenta resistência de parte da esquerda por seu histórico de atuação ligado ao agronegócio.
Para Haddad, na reta final da campanha, esses eleitores perceberão que Tebet, ao lado de Marina, é a melhor opção para o Senado. O petista também afirmou que a esquerda deve adotar uma postura pragmática para ampliar sua bancada em São Paulo.
O eleitor tem que saber que quando ele se abstém de um voto, está concorrendo para a outra pessoa entrar nessa vaga. A Tebet está pedindo voto para o Lula, voto para mim. Por esse motivo, na reta final não vai faltar pragmatismo [na esquerda] e vamos fazer uma bela bancada por São Paulo. Fernando Haddad
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