Advogado pró-Deolane é ligado a ONG apontada como braço do PCC
O advogado Marcos Roberto Cebola e Silva ( imagem em destaque ), que ganhou projeção ao defender nas redes sociais Deolane Bezerra, questionando investigações envolvendo a influenciadora , aparece ligado à Pacto Social & Carcerário, ONG apontada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) como um braço operacional do Primeiro Comando da Capital ( PCC ).
Uma fonte policial que acompanha o caso afirmou à coluna, sob reserva, que Cebola teria sido “um dos articuladores da estruturação da entidade”.
A informação não aparece dessa forma nos autos.
Documentos e depoimentos, porém, registram outros vínculos do advogado com o ambiente da ONG.
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1 de 5 Advogado posa em foto durante reunião Reprodução/SAP-SP 2 de 5 Registro foi mencionado em audiência que julgava membros do PCC Reprodução/SAP-SP 3 de 5 Advogado criou série em rede social, na qual aponta supostos erros judiciais Reprodução/Instagram 4 de 5 Em um dos episódios, ele defende a influenciadora Deolane Bezerra Reprodução/Instagram 5 de 5 Reprodução/Instaram/SAP-SP A Pacto Social foi criada em 2019.
Segundo denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado ( Gaeco ), a organização passou a funcionar como o chamado Setor das Reivindicações do PCC, promovendo ações judiciais e mobilizações relacionadas ao sistema penitenciário.
Arquivos apreendidos com Ketheleen Camila Sousa Lemos continham, segundo o MPSP , uma espécie de prestação de contas das atividades da entidade em favor da facção.
O material estava escondido com a mulher, quando ela tentou entrar na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, reduto do PCC no interior paulista.
Foto com máscaras Um dos episódios que aproximam Cebola da entidade ocorreu durante uma audiência sobre a própria Pacto Social.
O investigador Helmuth Hans Ramsdorf Junior contou que foi mostrada uma fotografia com várias pessoas usando máscaras ( veja galeria acima ).
Ele disse que, inicialmente, nem reconheceu Cebola na imagem.
Segundo o policial, “o próprio advogado apontou qual dos retratados era ele” e questionou se aquela presença o envolvia na investigação.
Helmuth afirmou ainda que Cebola passou a falar sobre uma instituição que representava e mencionou o PCC, embora o investigador tenha dito não ter compreendido exatamente o teor da colocação.
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