A feiura de dentro
A gente vive em um mundo louco pela beleza.
E, é claro, a beleza seletiva.
Daquela condicionada à juventude e à magreza.
Quando se diz que alguém é bonito, na verdade, temos um protótipo formado dentro da nossa cabeça, que reúne boa forma física, traços equilibrados, cabelos em um penteado estiloso.
Mas há convenções.
Ao se elogiar alguém que foge dos padrões, surgem frases estranhíssimas e desagradáveis, como: “Eu vi uma gorda linda”.
Afinal, bonito de verdade é ser magro, diz a regra imposta pelas redes sociais.
Ter barriguinha de tanque para os homens.
E atenção: não vale ter barriga de máquina de lavar, como eu.
A moda é ter cara de quem chupa manga, dizem por aí.
Mas, apesar de todos os avanços estéticos disponíveis no mercado, há algo que não se consegue: a beleza que vem de dentro.
Há pessoas que possuem traços lindos, corpos perfeitos e malhados, peles esticadas e lisas, dentes capazes de iluminar uma sala durante um apagão.
Mas basta abrirem a boca e, em cinco minutos, envelhecem vinte anos.
Em dez, criam rugas que nenhum dermatologista consegue apagar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.