Edinanci Silva tem história de luta e resistência contada em biografia
Uma das principais atletas olímpicas da história brasileira ganha neste ano uma biografia a sua altura.
“Edinanci Silva: Mulher Forte, Sim Senhor”, escrita pela jornalista Helena Rebello e publicada pela Editora Malê, será lançado este mês com eventos em São Paulo e no Rio de Janeiro, com a presença da judoca e da autora (veja datas e locais abaixo).
SIGA O OTD NO WHATSAPP , YOUTUBE , TWITTER , INSTAGRAM , TIK TOK E FACEBOOK Nascida em Sousa, no interior da Paraíba, Edinanci Silva completa 50 anos neste domingo, 23 de agosto.
Ela iniciou no esporte aos 15 anos e foi uma das atletas mais importantes do judô nacional.
Entre muitos títulos, foramduas medalhas de bronze em campeonatos mundiais – Paris 1997 e Osaka 2003 –, e o bicampeonato dos Jogos Pan-Americanos, em Santo Domingo-2003 e Rio-2007, levando também um bronze em Winnipeg-1999.
Em Jogos Olímpicos, Edinanci teve uma trajetória marcante, conquistando o diploma olímpico em todas as edições de que participou: sétimo lugar em Atlanta-1996, Sydney-2000 e Atenas-2004, além do quinto lugar em Pequim-2008.
Primeira brasileira a disputar quatro edições dos Jogos Olímpicos, até hoje é a atleta feminina do Brasil que chegou ao top-8 em competições individuais por mais edições olímpicas.
Ideia do livro nasceu como forma de mea-culpa da imprensa Porém, sua trajetória também foi marcada por uma cobertura sensacionalista e ataques preconceituosos.
Em um teste de feminilidade obrigatório para os Jogos de 1996, ela descobriu ser intersexo, alguém com características biológicas femininas e masculinas.
Precisou passar por cirurgias para cumprir requisitos esportivos, mas passou a ser alvo de ataques tanto da imprensa quanto do público, o que fez a jornalista a fugir da imprensa, como contou ao UOL em 2024 .
“Por vários anos, tentei entrevistar a Edinanci, mas nunca consegui.
Em 2008, na última Olimpíada dela, bateu mais forte para mim a questão de mea-culpa em relação à cobertura esportiva sobre a Edinanci por parte da imprensa”, contou Helena Rebello, lembrando do sensacionalismo em relação à atleta especialmente nos anos 1990, que fez ela tentar se afastar dos holofotes.
Trabalhando no Comitê Olímpico do Brasil (COB), a jornalista conseguiu se aproximar mais de Edinanci.
O processo, porém, ainda demorou alguns anos até que Edinanci estivesse pronta para se abrir.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.olimpiadatododia.com.br — o conteúdo pertence a Olimpíada Todo Dia.